Memórias de um Nobre Povo - Guerra Colonial
OS HERÓIS DA LANCHA VEGA - INVASÃO DE DIU
Memórias de um Nobre Povo pretende ser um apartado dentro da secção "Guerra Colonial" do meu Blog Revelações, que faça uma homenagem aos nossos militares e ao nosso povo que teve de batalhar pela nossa Nação, dando o seu sangue, sem outra recompensa do que a glória e a honra, nem outro intuíto do que servir a Pátria pelo grande amor e respeito que se tinha dela. Assim, neste apartado, irei publicando pequenos pedaços de históriam um exemplo para todos nós, de que houve e é possível haver, um outro Portugal, com uma outra gente, que luta pela Pátria e pelos valores correctos, em vez de se servir dela para a extorquir, explorar e violar em seu próprio e único interesse. Que nos venha à memória a todos a nobre raça de povo que sempre fomos, mesmo pobres, que mantinha a dignidade humana e não se envergonhava do seu País. Que os nossos jovens entendam que houve quem não teve uma juventude tão fácil, tendo de lutar por valores e conceitos, que hoje tão banalmente atropelamos e deixamos cair.
Aqui fica revelado o primeiro relato destas memórias, que nos transportam a 1961, durante a invasão das forças da União Indiana ao território Nacional de Diu. Uma pequena lancha de fiscalização da Marinha Portuguesa, com a sua heróica tripulação de jovens Portugueses, não exitou perante os factos que se lhes depararam e teve o valor de se enfrentar aos todos poderosos Cruzadores Indianos. Não lhes esperavam chorosas gratificações monetárias ou favores políticos para a família. Enfrentavam a morte por amor à Nação, parava servir como tinham jurado e não para se servirem dela, como infelizmente hoje tanto vemos.
Texto: Português
Fonte: Liga dos Amigos do Arquivo Histórico Militar - Terra Web
OS HERÓIS DA LANCHA VEGA :
"Em 18 de Dezembro de 1961, faz hoje 53 anos, durante a invasão de Diu, destacou-se a ação da guarnição da pequena embarcação de fiscalização a lancha Vega.
A embarcação encontrava-se numa missão nas proximidades de Brancavará,
no extremo leste da ilha, acompanhada por uma embarcação mais pequena e
desarmada, a lancha Folque, quando a bordo se ouviu intenso tiroteio em
terra. Na sequência foi dada ordem para ocupar postos de combate e a
lancha dirigiu-se para o porto de Diu. O radar da embarcação tinha
detectado a presença de um grande eco que navegava oculto, com todas as
luzes apagadas e que navegava a aproximadamente 12 milhas da costa. A
lancha voltou ao mar e identificou o navio indiano como sendo um
cruzador. O navio indiano fez fogo com munição iluminante para
identificar a posição da lancha. Saindo do campo de tiro do navio, a lancha dirigiu-se novamente para uma posição entre o porto de Diu e o forte do mar. Às 06:15 a Vega sai novamente para identificar o navio indiano com mais precisão, tendo voltado pelas 06:30.
O comandante, o 2º Tenente Jorge Manuel Catalão Oliveira e Carmo,
trajou-se com farda de gala, afirmando que morreria com mais honra e
perguntou quem o queria acompanhar na defesa da pátria. Às 07:00 a
força aérea indiana ataca posições portuguesas em terra e a bordo é lida
à tripulação uma mensagem em que se determina que combata até gastar
todas as munições, devendo a embarcação ser destruída para não cair nas
mãos do inimigo. Às 07:30 O ataque da força aérea indiana dirige-se contra a fortaleza de Diu.
O comandante dá ordem para que se ocupem postos de combate, dirige-se
para a barra a toda a velocidade e ordena que a peça antiaérea de 20mm
faça fogo contra as aeronaves indianas. Estas tentam por várias
vezes atacar a lancha Vega, que beneficiando da sua pequena dimensão e
manobrabilidade consegue escapar várias vezes dos tiros do inimigo. A
embarcação foi finalmente atingida numa manobra conjunta de duas
aeronaves, tendo atingido mortalmente o marinheiro-artilheiro e ferido
com gravidade o próprio comandante. A peça de proa, uma oerlikon de
20mm, ficara impossibilitada de fazer fogo e a embarcação estava envolta
em chamas. As aeronaves indianas voltaram a atacar a lancha por uma
segunda vez tendo nessa segunda passagem ferindo os restantes
tripulantes e morto o comandante. A tripulação na água nadou durante
três horas contra a maré que os empurrava para o mar alto. Um dos
feridos, acabará por morrer antes de atingir terra firme e um dos
sobreviventes ficou na água durante 7 horas. Segundo os relatos da força aérea indiana foram atingidas três aeronaves."
Numa organização conjunta da
Marinha, Câmara Municipal de Bragança e da Liga
dos Combatentes vai ser prestada uma homenagem
ao Cabo artilheiro Aníbal Jardino nos próximos
dias 02 e 03 de novembro em Bragança, de onde o
militar era natural.
No dia 18 de dezembro de 1961
o Cabo artilheiro Aníbal Jardino, embarcado na Lancha
“Vega” comandada pelo Segundo-Tenente Oliveira e Carmo,
em missão no território da Índia Portuguesa de Diu,
faleceu em combate, heroicamente ao serviço de Portugal
aquando do ataque aquele território pela União Indiana.
Pela coragem evidenciada, entrega e espírito de
sacrifício revelados, o Cabo Jardino foi condecorado a
título póstumo com a Medalha de Cobre de Valor Militar
com Palma.
A forma como toda a guarnição
da Lancha Vega combateu, numa luta desigual, contra
várias aeronaves indianas, à vista da velha fortaleza de
Diu, constitui, ainda hoje, uma das páginas mais
brilhantes da História da Marinha Portuguesa.
Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito
2.º Tenente
Jorge Manuel C. de Oliveira e Carmo
Comandante
da Lancha «Vega»
Índia
Tombou em combate em 18 de Dezembro de 1961
Diz o
relatório elaborado pelos sobreviventes que «foi
atingido mortalmente no peito» por disparos de
um avião; antes, já uma rajada lhe havia cortado
«as pernas totalmente pelas coxas». O
segundo-tenente, de 25 anos, correu para a
morte. Começou por se fardar «de branco»,
explicando aos marinheiros «que assim morreria
com mais honra». Exortou-os a lutar até ao fim:
«Fazemos parte da defesa de Diu e da Pátria e
vamos cumprir até ao último homem e última bala
se possível». Já ferido, despediu-se da mulher e
do filho, beijando as fotografias que trazia no
bolso.
"Pouco se fala hoje em
dia nestas coisas mas é bom que para preservação
do nosso orgulho como Portugueses, elas não se
esqueçam"
Gnosticismo & Paganismo
O ZODIACO NATIVO AMERICANO - SIGNOS E SIGNIFICADO
Várias culturas ao longo dos tempos tiveram as suas formas de ler os astros e tentar interpretar os fenómenos que os rodeavam, assim como os diferentes comportamentos humanos. Daí existirem diversos zodiacos com os seus simbolos e animais mitológicos. A cultura nativo-Americana, sendo uma das mais ricas em harmonizar a natureza com o Homem, também tem esse conhecimento que aqui fica revelado através do seu zodiaco nativo Americano.
A seguir pode consultar as suas datas, os simbolos correspondentes e seu significado.
Native American animal symbols can encompass just
about all the animals, and their symbolic representation to the many
tribes of the Americas. To narrow down the focus a bit, this page is
devoted to birth animals – or zodiac animals.
Many
Native American cultures have the belief that a person is assigned an
animal upon the time of birth. Below are interpreted Native American
symbols of the zodiac and the characteristics for each one.
Otter: Jan 20 – Feb 18
A little quirky, and unorthodox, the Otter is a hard
one to figure sometimes. Perceived as unconventional, the Otter methods
aren’t the first ones chosen to get the job done.
This is a big mistake on the part of others – because although
unconventional, the Otter’s methods are usually quite effective.
Yes, the Otter has unusual way of looking at things,
but he/she is equipped with a brilliant imagination and intelligence,
allowing him/her an edge over every one else. Often very perceptive and
intuitive, the Otter makes a very good friend, and can be very
attentive.
In a nurturing environment
the Otter is sensitive, sympathetic, courageous, and honest. Left to
his/her own devices, the Otter can be unscrupulous, lewd, rebellious,
and isolated.
Wolf: Feb 19 – Mar 20
Deeply emotional, and wholly passionate, the Wolf is
the lover of the zodiac in both the physical and philosophical sense of
the word. The Wolf understands that all we need is love, and is fully
capable of providing it.
Juxtaposed with his/her fierce independence – this
Native American animal symbol is a bit of a contradiction in terms.
Needing his/her freedom, yet still being quite gentle and compassionate –
we get the picture of the “lone wolf” with this sign.
In a nurturing environment the Wolf is intensely
passionate, generous, deeply affectionate, and gentle. Left to his/her
own devices the Wolf can become impractical, recalcitrant, obsessive,
and vindictive.
Falcon: Mar 21 – Apr 19
A natural born leader, the Falcon can always be looked upon for clear judgment in
sticky situations. Furthermore, thecharacteristics for this Native
American animal symbol never wastes time, rather he/she strikes while
the iron is hot, and takes action in what must be done.
Ever persistent, and always taking the initiative, the Falcon is a gem of a personality to have for projects or team sports.
The Falcon can be a little on the conceited side – but he/she is
usually right in his/her opinions – so a little arrogance is understood.
In a supportive environmental the Falcon “soars” in
his/her ability to maintain passion and fire in relationships, and
always remaining compassionate. Left to his/her own devices,
the Falcon can be vain, rude, intolerant, impatient, and over-sensitive.
Beaver: Apr 20 – May 20
Take charge, adapt, overcome – this is the Beaver motto. Mostly business, the Beaver is gets the job at
hand done with maximum efficiency and aplomb. Strategic, and cunning
the Beaver is a force to be reckoned with in matters of business and
combat.
One might also think twice about engaging the Beaver in a match of wits – as his/her mental acuity
is razor sharp. The Beaver has everything going for him/her – however
tendencies toward “my way or the highway” get them in trouble.
Yes, they are usually right, but the bearer of this
Native American animal symbol may need to work on tact. In
anurturing environment the Beaver can be compassionate, generous,
helpful, and loyal. Left to his/her own devices the Beaver can be
nervous, cowardly, possessive, arrogant, and over-demanding.
Deer: May 21 – Jun 20
This Native American animal symbol is the muse of
the zodiac. The Deer is inspiring lively and quick-witted. With a
tailor-made humor, the Deer has a tendency to get a laugh out of anyone.
Excellent ability for vocalizing, the Deer is a consummate
conversationalist.
This combined with his/her natural intelligence make
the Deer a must-have guest at dinner parties. Always aware of his/her
surroundings, and even more aware of his/her appearance, the Deer can be
a bit self-involved. However, the Deer’s narcissism is overlooked
because of his/her congeniality and affability.
In a supportive environment the Deer’s natural
liveliness and sparkly personality radiate even more. He/she is an
inspiring force in any nurturing relationship. Left to his/her own
devices the Deer can be selfish, moody, impatient, lazy, and two-faced.
Woodpecker: Jun 21 – Jul 21
Woodpeckers are usually the most nurturing of all
the Native American animal symbols. The consummate listener, totally
empathic and understanding, the Woodpecker is the one to have on your
side when you need support.
Of course, they make wonderful parents, and equally
wonderful friends and partners. Another proverbial feather in the
Woodpeckers cap is the tendency to be naturally frugal, resourceful, and
organized.
In a nurturing environment the Woodpecker is of
course caring, devoted, and very romantic. Left to his/her own devices
the Woodpecker can be possessive, angry, jealous, and spiteful.
Salmon: Jul 22 – Aug 21
Electric, focused, intuitive, and wholly creative,
the Salmon is a real live-wire. His/her energy is palpable. A natural
motivator, the Salmon’s confidence and enthusiasm is easily infectious.
Soon, everybody is onboard with the Salmon – even if
the idea seems too hair-brained to work. Generous, intelligent, and
intuitive, it’s no wonder why the Salmon has no shortage of friends.
This Native American animal symbol expresses a need for purpose and
goals, and has no trouble finding volunteers for his/her personal
crusades.
In a supportive environment, the Salmon is stable, calm, sensual, and giving.
Left to his/her own devices, those that bear this Native American
animal symbol can be egotistical, vulgar, and intolerant of others.
Bear: Aug 22 – Sep 21
Pragmatic, and methodical the Bear is the one to
call when a steady hand is needed. The Bear’s practicality and
level-headedness makes him/her an excellent business partner. Usually
the voice of reason in most scenarios, the Bear is a good balance for
Owls. The Bear is also gifted with an enormous heart, and a penchant for generosity.
However, one might not know it as the Bear tends to
be very modest, and a bit shy. In a loving environment this Native
American animal symbol showers love and generosity in return.
Further, the Bear has a capacity for patience and
temperance, which makes him/her excellent teachers and mentors. Left to
his/her own devices the bear can be skeptical, sloth, small-minded and
reclusive.
Raven: Sep 22 – Oct 22
Highly enthusiastic, and a natural entrepreneur, the Crow is
quite a charmer. But he/she doesn’t have to work at being charming – it
comes easily. Everyone recognizes the Crow’s easy energy, and everyone
turns to the Crow for his/her ideas and opinions.
This is because the Crow is both idealistic and
diplomatic and is quite ingenious. In nurturing environments this Native
American animal symbol is easy-going, can be romantic, and soft-spoken.
Further, the crow can be quite patient, and intuitive in relationships.
Left to his/her own devices, the Crow can be demanding, inconsistent, vindictive, and abrasive.
Snake: Oct 23 – Nov 22
Most shamans are born under this Native American
animal symbol. The Snake is a natural in all matters of spirit. Easily
attuned to the ethereal realm the Snake makes an excellent spiritual
leader. Also respected for his/her healing capacities, the Snake also
excels in medical professions.
The Snake’s preoccupation with matters intangible
often lead others to view them as mysterious, and sometimes frightening.
True, the Snake can be secretive, and a bit dark – he/she is also quite
sensitive, and caring.
In a supportive relationship the cool Snake can be
passionate, inspiring, humorous, and helpful. Left to his/her own
devices, the Snake can be despondent, violent, and prone to abnormal
mood swings.
Owl: Nov 23 – Dec 21
Changeable and mutable as the wind, the Owl is a
tough one to pin down. Warm, natural, with an easy-going nature, the Owl
is friend to the world. The bearer of this Native American animal
symbol is notorious for engaging in life at full speed, and
whole-hearted loves adventure.
This can be to his/her detriment as the Owl can be
reckless, careless, and thoughtless. Owls make great artists, teachers,
and conservationists. However, due to his/her adaptability and
versatility – the Owl would likely excel in any occupation.
In a supportive, nurturing environment the Owl is
sensitive, enthusiastic, and an attentive listener. Left to his/her own
devices, the Owl can be excessive, overindulgent, bitter, and
belligerent.
Goose: Dec 22 – Jan 19
If you want something done – give it to the Goose.
Persevering, dogged, and ambitious to a fault, the Goose sets goals for
accomplishment, and always obtains them. The goose is determined to
succeed at all cost – not for the approval of other – but those with
this Native American animal symbol competes with his/her own internal
foe.
Driven is the watchword for the Goose’s dominating
personality trait – which makes them excellent in business and
competitive sports. When tempered with supportive, nurturing family and
friends, the Goose excels in all things he/she attempts.
In a loving environment the Goose can be very
passionate, humorous, gregarious, and even sensual. However, lead to
his/her own devises, the Goose may fall into obsessive or addictive
behaviors that will inevitably be his/her demise.
A Rainha Santa a que se refere esta lenda é Dª. Mafalda, filha preferida de D. Sancho I e a irmã favorita de D. Afonso II.
A jovem princesa era bela e perfeita como poucas e senhora de uma esmerada educação.
Naquele tempo, subiu ao trono de Castela D. Henrique, uma criança de
doze anos apenas, facilmente manobrada pelo seu tutor, Álvaro de Lara,
que queria governar através do jovem rei. Querendo-lhe dar como esposa
uma mulher que o dominasse quando fosse adulto, escolheu D. Mafalda e o
casamento celebrou-se.
Dª. Berengária, a mãe de D. Henrique, invocou ao Papa a consanguinidade
dos jovens e o divórcio teve lugar antes da súbita morte do rei aos 14
anos. D. Mafalda regressou a Portugal virgem e assim se manteve até ao
fim da sua vida, passando desde então a ser tratada por "Rainha".
Viveu os últimos anos da sua vida no Mosteiro de Arouca, onde recebeu o
hábito de monja. Morreu aos 90 anos durante uma cobrança de foros e
rendas em Rio Tinto, cujos habitantes queriam que D. Mafalda fosse
sepultada nessa mesma terra.
Mas em Arouca discordavam, porque era no Mosteiro que ela vivia e na sua igreja deveria repousar o seu corpo para sempre.
Estava a discórdia instalada quando alguém se lembrou de dizer que se
pusesse o caixão em cima da mula em que a Infanta costuma viajar e para
onde o animal se dirigisse seria o local onde seria sepultada. A mula
não teve dúvidas e quando chegou à igreja do Mosteiro de Arouca,
acercou-se do altar de S. Pedro e aí morreu.
O sepulcro de Dª. Mafalda foi duas vezes aberto no século XVII e tanto o seu corpo como as suas vestes estavam incorruptos.
Em 1793, o Papa Pio VI confirmou-lhe o culto com o título de beata.
Documentário
INSIDE AFGHAN HEROIN - POR DENTRO DA HEROÍNA AFEGÃ
Um documentário único, impressionante e brutal, não apto a pessoas mais sensíveis, mas que nos revela, não só a realidade das consequencias da adição à heroina, mas também todo o processo que inclui a plantação, a produção, o comércio sem escrúpulos que a faz chegar aos diversos países e toda a guerra envolvida para acabar com este sistema.
Mais uma vez alerto para as imagens brutais e declarações de toxicodependentes desta droga, não aptas para pessoas impressionáveis, mas essenciais, para informação e alerta dos mais jovens, acerca das consequências do consumo desta droga. Por isso mesmo, publiquei tambám ampla informação acerca desta droga e dos terríveis efeitos decorrentes do seu consumo.
Confesso que duvidei em publicar este documentário, mas penso que não é escondendo um problema que nos livramos dele, mas sim informando e alertando exaustivamente. Muitos jovens da minha geração então, cairam nesta adição simplesmente por falta de informação.
Aqui deixo este excelente trabalho da National Geographic, que nos revela a descida ao inferna da Heroína proveniente do Afeganistão.
Género: Jornalismo de investigação
Fonte: National Geographic - YouTube - Wikipédia - Universidade do Porto
Áudio: Castelhano
Texto: Português
DOCUMENTÁRIO: INSIDE AFGHAN HEROIN Heroína. Caballo. Jaco. Dama blanca. Es una de las drogas más adictivas
que existen. Nunca ha sido tan fuerte, pura, y fácil de conseguir como
ahora, y por eso está atrayendo a un nuevo tipo de adicto. Estremecedor
documental con entrevistas a adictos y ex-adictos. Una advertencia
gráfica e impactante.
Heroína, cujo nome científico é diacetilmorfina, é uma drogaopióide semissintética obtida a partir de plantas da espécie Papaver somniferum , da qual é extraído o ópio. 5 Durante o processamento do ópio origina-se a morfina que então é transformada em heroína.5 Trata-se de um entorpecente, muitas vezes obtido em laboratórios clandestinos, que provoca diminuição da atividade do SNC ou seja é uma substância depressora.
Produz sensações de prazer intenso, muitas vezes comparados com um orgasmo.6 Após essa fase de euforia ocorre um período de sedação.5 A droga causa tolerância de forma rápida e o indivíduo busca maiores doses para obter o mesmo efeito. Também produz dependência física.
História
Heroína da Bayer
Foi sintetizada pelo químico inglês Charles Romley Alder Wright em 1874 e introduzida no mercado de medicamentos pelo químico Felix Hoffmann, da Bayer, em 21 de agosto de 1897.
Seu nome provavelmente provém do alemão heroisch e indica a
sensação observada pelos usuários durante estudos iniciais. Foi usada
para tratamento de viciados em morfina e como sedativo da tosse em
crianças de 1898 a 1910 quando foi descoberto que a heroína convertia-se
em morfina no fígado, ironicamente sendo até mais viciante que a
morfina.7
O seu nome comercial foi cedido pela Alemanha aos Aliados em 1918 como parte das indenizações de guerra . A heroína foi proibida nos países ocidentais no início do século XX devido à grave dependência física que provocara.[carece de fontes]
Administração
A injecção é preferida no abuso recreativo, devido ao efeito de
prazer súbito (denominado "orgasmo abdominal"). A inalação tem ganhado
terreno, numa modalidade denominada "chasing the dragon", com origens orientais, onde a disponibilidade de seringas e agulhas é menor.
Também pode ser ingerida, absorvida pela pele ou fumada. O consumo com cocaína ("speedballs" ou "moonrocks") tem se generalizado.
A heroína é mais lipofílica do que os outros opióides, devido à
adição do grupo acetila, o que leva à sua absorção muito mais rápida
para o cérebro. A rapidez de efeito é importante para os
toxicodependentes, porque proporciona maiores concentrações
inicialmente, traduzindo-se em prazer intenso após a injecção ("chute",
"rush"). No cérebro ela é imediatamente convertida em morfina e em
formas menos acetiladas por enzimas celulares.
Metabolizada no figado. Ultrapassa a barreira hemato-encefálica e a placenta: os filhos de consumidoras apresentam malformações aumentadas e profunda dependência.
A heroína é permitida em alguns países (no Reino Unido por exemplo), sob apertada vigilância, como analgésico de uso hospitalar. Para os demais usos é proibida.
Farmacologia
Absorção e metabolismo
É bem absorvida no trato gastrointestinal, nos pulmões, mucosa nasal e
por injeção intramuscular ou subcutânea. A diacetilmorfina sofre uma
rápida hidrólise e é convertida em 6-monoacetilmorfina que depois é hidrolisada em morfina. A lipossolubilidade
(capacidade de penetrar uma membrana biológica) da diacetilmorfina e da
6-monoacetilmorfina é maior que a da morfina e devido a isto, sua
capacidade de entrar no cérebro é maior.6
Mecanismo de ação
Os receptores opioides são classificados nos tipo δ (delta) μ (mu ou mi), κ (kappa) existem em neurónios de algumas zonas do cérebro, medula espinal e nos sistemas neuronais do intestino. A heroína ativa (agonista
farmacológico) todos os receptores opioides, mas os seus efeitos são
largamente devidos à activação do subtipo mi, efetivo na ação
analgésica.8
O mecanismo prazer e bem-estar produzido pelo consumo da heroína não
está completamente esclarecido, mas sabe-se que, como o das outras
drogas recreativas, é devido a interferência nas vias dopaminérgicas
(vias que utilizam o neurotransmissordopamina) meso-límbicas-meso-corticais. As vias dopaminérgicas que relacionam o sistema límbico (região das emoções e aprendizagem) e o córtex
(região dos mecanismos conscientes) são importantes na produção de
prazer. Normalmente, elas só são activadas de forma limitada em
circunstâncias especificas, ligadas à recompensa da aprendizagem e dos
comportamentos bem sucedidos relacionados à obtenção de recursos,
conhecimentos ou ligações sociais ou sexuais importantes para o sucesso
do indivíduo. No consumo de droga, estas vias são modificadas e
pervertidas ("highjacked") e passam a responder de forma positiva apenas
ao distúrbio bioquímico cerebral criado pela própria droga. Grande
parte da motivação do indivíduo passa assim para a obtenção e consumo da
droga, e os interesses sociais, familiares, ambição profissional,
aprendizagem e outros factores não directamente importantes para a sua
obtenção são com o consumo crescente cada vez mais desleixados, sem que
muitas vezes o indivíduo tome decisões conscientes nesse sentido.
Excreção
Grande parte da heroína é eliminada na urina como morfina (livre e conjugada).6 90% da droga é eliminada nas primeiras 24 horas.9
Interações
Enquanto depressor do sistema nervoso central, ela potencia os efeitos de outros depressores, aumentando o risco de overdose.
O consumo concomitante de álcool, benzodiazepinas (e.g. Valium), cocaína ou anfetaminas, barbitúricos, antiepilépticos e antipsicóticos aumenta muito o risco de overdose e morte.
A heroína é extremamente difícil de controlar, e não são raras as overdoses acidentais por consumidores experientes.
Efeitos
A heroína tem efeito similar aos outros opióides. Logo após o uso, a
pessoa fica num estado sonolento, fora da realidade. Os batimentos
cardíacos e respiração diminuem, sintoma muito comum no uso de opiáceos,
sendo inclusive a causa de morte por overdose, insuficiência
respiratória. As primeiras sensações são de euforia e conforto.
O dependente de heroína também pode ter problemas sociais e
familiares. Ele torna-se apático, desanimado, perdendo o interesse por
sua vida profissional e familiar.
Efeitos imediatos
Euforia e disforia:
São necessárias maiores doses do que antes para causar analgesia.
Consiste num sentimento de estar no paraíso. A euforia após um período
de tempo de aproximadamente 10 minutos, é substituída pela disforia, um
estado de ansiedade desagradável e mal-estar. A euforia produzida pela
droga transforma-se em depressão e ansiedade após passarem os efeitos.
Analgesia (perda da sensação de dor
física e emocional): pode levar à inflicção de ferimentos no
heroinómano sem que este se dê conta e se afaste do agente agressor,
pode levar a um infarto do miocárdio.
Sensação de tranquilidade e de diminuição do sentimento de desconfiança.
Maior autoconfiança e indiferença aos outros: comportamentos agressivos.
Miose: contracção da pupila. Ao contrário da grande maioria das outras drogas de abuso, como cocaína e anfetaminas (metanfetamina e ecstasy) que produzem midríase
(dilatação da pupila). É uma característica importante na distinção
clínica da overdose de heroína daquelas produzidas por outras drogas
Obstipação
("prisão de ventre") e vómitos. Só são sentidos na primeira semana de
consumo continuado, depois o corpo habitua-se e torna-se adicto.
Depressão do centro neuronal respiratório. É a principal causa de morte por overdose.
Supressão do reflexo da tosse: devido à depressão do centro neuronal cerebral da tosse.
Náuseas e vómitos: podem ocorrer se for activado os centros quimiorreceptores do cérebro.
Espasmos nas vias biliares.
Hipotensão, prurido.
Os seus efeitos, quando fumada, são sentidos quase imediatamente (cerca de 3 a 8 segundos).
Perda do controle humorístico, ou seja, o famoso humor bipolar.
Ao ser usada, a droga pode acarretar a mudança de humor bipolar, em um
certo periodo de tempo o usuário está depressivo, sem energia com
pensamentos suicidas, um pequeno período de tempo depois por exemplo 1
semana, ele se torna muito alegre, falante, desinibido euforico tendo um
comportamento totalmente diferente do anterior
Efeitos a longo prazo e potencial da dependência
Tendência para aumentar a quantidade de heroína auto-administrada,
com o fim de conseguir os mesmos efeitos que antes eram conseguidos com
doses menores, o que conduz a uma manifesta dependência. Passadas várias
horas da última dose, o viciado necessita de uma nova dose para evitar a
síndrome de abstinência provocada pela falta dela. Desenvolve
tolerância em relação aos efeitos de euforia, de depressão respiratória,
analgesia, sedação, vómitos e alterações hormonais. Não há
desenvolvimento para a miose nem para a obstipação. Estes efeitos, junto
com a diminuição da libido, a insónia e a transpiração, são os sintomas
dos consumidores crónicos. Há alguma imunossupressão com maior risco de
infecções, principalmente aquelas introduzidas pelas agulhas
partilhadas (SIDA/AIDS, Hepatite B) ou por bactérias através da pele quebrada pela agulha. A síndrome de privação pode levar à cegueira, dores, epilepsia, enfarte do miocárdio ou AVCs
potencialmente fatais. A longo prazo leva sempre a lesões cerebrais
extensas, claramente visíveis macroscópica e microscopicamente em autópsia.
Bastam apenas 3 dias de consumo continuado desta substância para que,
na sua ausência, se comecem a sentir os efeitos da ressaca, que quer
dizer que o organismo em 3 dias apenas se habitua de tal forma à
presença desta substância que quando se deixa de a administrar o
organismo entra num estado de desequilíbrio tal, que o indivíduo vê-se
obrigado a procurar de forma frenética satisfazer os pedidos do seu
organismo, aumentando sempre a dose consumida. A ressaca traduz-se em
primeiro lugar por corrimento lacrimal e nasal, seguida de má disposição
a nível estomacal e intestinal, suores frios e afrontamentos, dores de
rins lancinantes, e na fase final de ausência de consumo, espasmos
musculares e câimbras generalizadas.
Existe tolerância cruzada entre todos os agonistasopióides, fato que se aproveita para os tratamentos de desintoxicação e desabituação.
Tratamento da toxicodependência
Muitas opções existem para o tratamento do vício em heroína, que incluem administração medicamentosa e abordagem terapêutica.
Os tratamentos com fármacos agonistas baseiam-se na substituição da heroína por opióides de acção prolongada como a metadona, o LAAM (levo-alfa-acetilmetadol) ou a buprenorfina e a diminuição da dosagem moderadamente e ao longo do tempo.
A metadona é um fármaco agonista opióide que, em comparação à heroína é bem absorvida oralmente
e de forma lenta e tem uma duração de acção muito superior evitando os
ciclos rápidos de intoxicação/quadro de abstinência associados à
dependência de heroína. Esta substância funciona assim como um
substituto com menos efeitos nefastos que a heroína embora provoque
maior dependência que esta. Dado ser um opióide de acção prolongada
produz sintomas que são menos severos do que os da heroína mas que são
mais prolongados no tempo (e que levam muitas vezes a recaídas, não pela
intensidade da dor, mas pela sua duração).
O tratamento por metadona objectiva:
Melhorar a saúde dos utilizadores de opiáceos providenciando drogas "limpas" em doses adequadas sob supervisão profissional
Reduzir os crimes relacionados com drogas de forma livre e legal
reduzindo a sua necessidade de roubar para financiar as compras de
heroína ilícitas.
Melhorar a situação social dos utilizadores de drogas
Persuadir os utilizadores de drogas a reduzir a sua dose diária e encaminhar-se gradualmente à abstinência.
No entanto, há um objectivo que estes tratamentos por substituição
não conseguem atingir: o do efeito psicológico da rebeldia, do risco, da
adrenalina associada ao consumo ilícito de drogas.
Estudos recentes parecem por em causa a eficácia deste tipo de
tratamentos e parecem por em evidência que a metadona tem maiores riscos
de morte (correspondentes a uma taxa de mortalidade mais elevada) do
que a heroína e vieram trazer dúvidas à utilização deste opiáceo de
substituição.
Outro tratamento por substituição que tem sido utilizado envolve
buprenorfina que é um agonista parcial opióide. Esta sua natureza faz
com que os sintomas do quadro de abstinência sejam menores do que os dos
verdadeiros agonistas como a metadona e provoca também uma menor
dependência física. Como resultado, a sua utilização é mais segura e
traz menos riscos de abuso do que a metadona sendo, no entanto, eficaz
no bloqueio da euforia e da síndrome de abstinência produzidos por
outros opióides.
Antagonistasopióides, como a naloxona e a naltrexona
(de ação mais prolongada), são moléculas que bloqueiam os efeitos da
heroína e de qualquer outro opióide,impedindo a sua conexão a receptores opioides
,dado que têm alta afinidade para estes receptores, mas a conexão
ligando-receptor não causa a activação destes. São, por isso, muito
utilizados em tratamento de overdose
de heroína, em conjugação com outras terapias, pois reduzem a duração
do quadro de privação. Mas, apesar de diminuírem a duração do quadro de
privação, os antagonistas opióides parecem também aumentar a intensidade
destes mesmos sintomas.
Desaconselha-se o uso destes antagonistas, que têm fortes efeitos
secundários, podendo levar o paciente à morte. Estão documentados
dezenas de casos de mortes provocadas direta e indiretamente por estes
antagonistas. Portanto, é preferível o uso da metadona, como recurso terapêutico.
Tratamento com benzodiazepinas
A utilização de benzodiazepinas, fármacos ansiolíticos, que se destinam a controlar a ansiedade, serve de forma geral para sustentar outras formas de tratamento.
A sua utilização deve-se ao facto da ansiedade ser provavelmente a
componente clinicamente mais importante do quadro de privação de
opiáceos, o pior tolerado e o facto mais frequentemente envolvido em
recaídas. Embora acompanhe a privação de opiáceos, deriva de mecanismos
diversos de natureza psicológica, advindo assim a necessidade de
associação de benzodiazepinas a outras terapias.
No entanto, a sua utilização deve ser cuidadosa dado serem também
causadoras de dependência e, muitas vezes, indivíduos dependentes de
heroína estão também dependentes de benzodiazepinas.
Normalmente os toxicodependentes tomam este tipo de substâncias para
aumentar os efeitos da própria heroína, por isso, por vezes, poderá não
ser o tratamento mais indicado. Para os toxicodependentes que demonstrem
verdadeira vontade de suspender os consumos de heroína existe um
medicamento chamado "Suboxone" que substitui com grande eficácia a
heroína e tem efeitos terapêuticos semelhantes às benzodiazepinas tal
como o "Serenal".
Tratamentos com sedativos ou anestesia geral
Estes tratamentos baseiam-se na desintoxicação de doentes dependentes
de heroína usando antagonistas opióides enquanto os doentes se
encontram sob o efeito de sedativos ou anestesia geral sendo um método
rápido e, portanto, designado de desintoxicação ultra-rápida de opióides
(UROD).
Tem várias potenciais vantagens que passam pela:
Aceleração do processo de abstinência por inibição de ligação dos
agonistas aos receptores opioides permite uma hospitalização menos
prolongada, havendo uma diminuição de custos
Melhoria da aceitação da abstinência por parte do doente no decorrer
das fases iniciais do tratamento resultado de um maior conforto que é
devido à acção dos sedativos ou amnésia.
Este método tem, no entanto, fortes contra-indicações pois traz
graves efeitos secundários como uma ocorrência pronunciada de vómitos
intensos.
Calcula-se que 1% ou 2% dos adolescentes consomem esta droga, mas
esta percentagem varia com o país ou região. Ultimamente, após muitos
anos de predomínio da cocaína,
o consumo de heroína tornou-se "moda", muitas vezes em associação com a
própria cocaína, uma associação particularmente danosa.
Tráfico e custos sociais da heroína
Na maioria dos países do mundo, é ilegal produzir, armazenar ou vender diacetilmorfina.10
O Afeganistão é responsável por 86% (2004) do ópio usado na produção de heroína. Outros grandes produtores são o Paquistão e a região do Triângulo Dourado (Birmânia, Tailândia, Vietname, Laos e a província de Yunnan, na China). Ultimamente os traficantes latino-americanos de cocaína têm investido no cultivo do ópio, e começa a haver produções significativas na Colômbia e no México, que já detêm a maior parte do mercado dos EUA. A colheita de 2003 terá rendido aos seus cultivadores cerca de 2,8 bilhões de dólares americanos. É desconhecido, no entanto, o valor global dos rendimentos gerados nos vários níveis da cadeia produtiva
da heroína, onde se incluem transporte, transformação laboratorial em
heroína e distribuição. Também é desconhecido o total dos gastos dos
países no tratamento dos toxicodependentes, bem como em ações de
repressão ao tráfico da droga.
Regiões de cultivo
Heroína
Derivada da planta papoula, os chamados opiáceos (também conhecidos como
narcóticos) são drogas poderosas, que causam uma rápida sensação de prazer,
seguida por um efeito de bem-estar e sonolência. Se a pequena Dorothy, da
história do Mágico de Oz, cai no sono profundo depois de passar por uma plantação
de exuberantes papoulas vermelhas, não pense que isso é por acaso... Morfina, heroína e codeína são os exemplos mais conhecidos
de opiáceos. A heroína é uma droga sintetizada em laboratório, cara e pouco
consumida no Brasil, se comparada com outras como maconha e cocaína.
A morfina é usada na medicina como analgésico (alivia a dor), e a codeína,
em xaropes para tosse. Na forma sólida, a heroína é aquecida (em geral numa
colher) até "derreter" e injetada na veia com seringa e agulha.
Ela cria um estado de prazer, relaxamento e torpor, mas, como o efeito dura
pouco, o usuário logo busca novas doses para obter sensação de bem-estar.
O uso da heroína pode causar queda da pressão, diminuição da respiração e
dos batimentos cardíacos, podendo levar ao coma e à morte. A droga interfere
na atividade dos neurônios que "se acostumam" a trabalhar com a
presença do opiáceo. Por isso, quando pára de consumi-lo, o usuário enfrenta
uma crise de abstinência com calafrios, suor excessivo, dores musculares e
abdominais, vômitos, diarréias, coriza, lacrimejamento e febre. Por provocar
dependência rapidamente, a heroína é uma das drogas mais perigosas ao corpo
humano. Nomes: Cavalo, Cavalete, Chnouk, H, Heroa, Pó, Poeira Apresentação
Esta substância é um opiáceo, sendo, por isso, produzida a partir da papoila
(de onde é extraído o ópio), que é transformada em morfina e mais tarde em
heroína. Os principais produtores de papoila são o México, Turquia, China,
Índia e os países do chamado Triângulo Dourado (Birmânia, Laos e Tailândia).
Este alcalóide tem uma ação depressora do sistema nervoso. É comercializada
em pó, geralmente castanho ou branco (quando pura) de sabor amargo. Foi, durante
muito tempo, administrada por via intravenosa, mas o aparecimento da SIDA
e os efeitos devastadores que esta teve nos heroinómanos, levou à procura
de novas formas de consumo. Atualmente, opta-se também por fumar ou aspirar
os vapores libertados pelo seu aquecimento. No entanto, a preparação de uma
injecção de heroína continua a ser um ritual, do qual fazem parte a colher
e o limão.
A heroína é frequentemente misturada com outras drogas como a cocaína ("speedball"),
de forma tornar os efeitos de ambas mais intensos e duradouros.
Em baixo escalão, a heroína possui várias denominações. Entre elas podemos
referir heroa, cavalo, cavalete, chnouk, castanha, H, pó, poeira, merda, açúcar,
brown sugar, burra, gold (heroína muito pura), veneno, bomba ou black tar.
Os opiáceos atuam sobre receptores cerebrais específicos localizados no sistema
límbico, na massa cinzenta, na espinal medula e em algumas estruturas periféricas.
A morfina, um dos principais componentes da heroína é responsável pelos seus
mais salientes efeitos. Funciona como um analgésico poderoso e abranda o funcionamento
do Sistema Nervoso Central e da respiração.
Origem
O elevado número de viciados em morfina (usada como analgésico), criou a
necessidade de se encontrar outra substância que funcionasse como substituto
e não gerasse dependência. Foi neste contexto que, em 1874, os laboratórios
alemães Bayer descobrem um novo produto, ao qual dão o nome de heroína (heroish
em alemão significa poderoso, heróico). A heroína era três vezes mais forte
do que a morfina com doses menores. Foi utilizada para tratamento de dependentes
de morfina (aliviando os sintomas de abstinência) e de álcool e também com
doentes de tuberculose incurável. Estes doentes, que acabavam por falecer,
viam-se libertos das dores e tosse e, quando lhes eram administradas doses
elevadas, experimentavam estados de euforia. Durante pouco mais do que uma
década pensou-se que era segura, eficaz e não produzia efeitos secundários,
no entanto, estes começaram a tornar-se visíveis, apesar dos esforços da Bayer
para controlar as críticas. Ironicamente, verificou-se que a heroína é ainda
mais viciante do que a morfina.
Os Estados Unidos, em 1912, fizeram esforços para combater o comércio de
ópio, assinando um tratado internacional. Dois anos mais tarde, o Congresso
norte-americano passou uma lei de restrição do uso de opiáceos, tornando,
poucos anos depois, a heroína ilegal. Assim sendo, os indivíduos a quem antes
era administrada heroína como medicamento e que entretanto tinham desenvolvido
dependência, tornam-se, de um momento para o outro, marginais que se vêem
obrigados a recorrer ao mercado negro para suprimir as suas necessidades e
evitar a penosa síndrome de abstinência.
Em 1972, verifica-se uma quebra repentina do fornecimento de ópio, o qual
se associou à ação da polícia. No entanto, veio a descobrir-se que tal se
devia a desenvolvimentos no sudeste asiático, onde a produção estava a ser
incrementada, com o apoio ativo da CIA, para ser enviada para a Europa Ocidental.
Como conseqüência, os consumidores de ópio rapidamente se tornam consumidores
de heroína. Igual aceitação é encontrada entre os consumidores de anfetaminas,
que passam a usar a heroína para combater o excesso de estímulos causados
pelos speeds.
Verifica-se nova quebra do chamado "açúcar castanho" com o fim
da guerra no Vietnam, que é compensada pelo aumento da produção do sudoeste
asiático, com origem no Paquistão e Afeganistão. O aparecimento desta nova
fonte, assim como a distribuição de metadona na Holanda, fazem com que os
preços da heroína decaiam fortemente.
Efeitos
Os efeitos da heroína duram entre 4 a 6 horas. Inicialmente podem sentir-se
náuseas e vômitos que são depois substituídos por sensação de bem-estar, excitação,
euforia e prazer. Concomitantemente, pode sentir-se uma sensação de tranquilidade,
alívio da dor e da ansiedade, diminuição do sentimento de desconfiança, sonolência,
analgesia, letargia, embotamento mental, incapacidade de concentração ou depressão.
Para além disso, pode ainda experimentar-se miose, estupor, depressão do ciclo
respiratório (causa de morte por overdose), edema pulmonar, baixa de temperatura,
amenorreia, anorgasmia, impotência, náuseas, vômitos, obstipação, pneumonia,
bronquite ou morte.
Riscos
A longo prazo, o consumidor poderá sofrer alterações a nível de peso (emagrecimento
extremo), afecções gastrointestinais ou patologias ginecológicas (amenorreia,
problemas de ovulação). A nível psicológico, um dependente de heroína poderá
tornar-se apático, letárgico, deprimido e obcecado pela droga. Muitos dos
problemas que o heroinómano poderá ter estão relacionados com as infecções
causadas pelo uso da seringa, falta de hábitos higiénicos e adulteração da
substância. Assim sendo, existem riscos de aparecimento de chagas, abcessos,
processos infecciosos como hepatites, pneumonias, SIDA, etc.
A quantidade real de heroína na dose vai de 0 a 80%, sendo que a percentagem
mais frequente é de 5%. A adulteração da heroína faz-se através da sua mistura
com produtos tóxicos ou prejudiciais (açúcar em pó, talco, lactose, farinha,
aspirina, cacau).
A mistura de heroína com álcool ou outras drogas depressoras potencia os
riscos de overdose.
Em mulheres grávidas, o consumo pode provocar abortos espontâneos, cesarianas
e partos prematuros. Os recém-nascidos geralmente nascem mais pequenos do
que a média, com sintomas de infecção aguda e dificuldades respiratórias,
ou então com sintomas de abstinência.
O consumo crónico de heroína poderá implicar défices acentuados a nível social,
podendo estes levar a desestruturação familiar, desemprego, dificuldades interpessoais,
etc.
Tolerância e Dependência
A tolerância é desenvolvida com grande rapidez, o que leva ao aumento das
quantidades consumidas para obtenção dos mesmos efeitos. Após um período de
paragem, o consumo de uma dose equivalente à tolerância anteriormente adquirida
poderá provocar overdose. Os opiáceos geram grande dependência, tanto física
como psicológica.
Síndrome de Abstinência
Passa por diferentes fases. Inicialmente poderão ocorrer bocejos contínuos,
choro, sudação, hiper-sensibilidade à dor, agitação e inquietação. De seguida,
começa a ansiedade, irritabilidade, tremores, dores e espasmos musculares,
dilatação da pupila e taquicardia. Com a progressão do quadro de abstinência
surgem náuseas, vômitos, diarréia, ejaculação espontânea, dores fortes e febre. Fonte: www.psicologia.com.pt
Heroína
O que é
A heroína deriva da morfina e pode ser injetada, fumada e snifada. Cria grande
dependência física e psíquica.
O seu uso habitual alivia a dor e a ansiedade e cria euforia. A sobredosagem
pode causar miose, depressão do sistema respiratório, edema pulmonar, baixa
de temperatura e morte. A longo prazo o consumo de heroína pode causar: letargia,
obstipação, impotência, amenorreia, doenças físicas, por vezes graves, criminalidade
e morte.
A heroína é uma droga do grupo dos opióides, também conhecidos
como analgésicos narcóticos. Outros opióides como o ópio, a codeína e a morfina
são substâncias naturalmenteextraídas da papoula. A heroína é derivada da
morfina e codeína. A heroína é uma substância depressora do Sistema Nervoso
Central sendo capaz de alterar as senações de prazer e dor. Na sua forma pura,
é encontrada como um pó branco facilmente solúvel em água.
POR QUE É USADA?
É usada com o objetivo de aumentar a auto-estima e diminuir o desânimo. Os
opióides em geral são usados para diminuir sensações como dor e ansiedade.
COMO ELA É CONSUMIDA?
A heroína pode ser injetada, inalada ou fumada. Uma injeção introvenosa provoca
maior intensidade e início de euforia mais rápido (7 a 8 segundos), enquanto
a injeção intramuscular causa a sensação mais lentamente (5 a 8 minutos).
Quando a heroína é inalada ou fumada o pico do efeito é atingido em 10 a 15
minutos.
Todas as formas de uso da heroína causam dependência e tolerância.
A heroína quando usada junto com outras drogas depressoras do Sistema Nervoso
Central, como álcool e calmantes, tem seu efeito potencializado. Uma pequena
dose de heroína pode rapidamente produzir os mesmos efeitos de uma dose elevada
(ou uma overdose) se for combinada com outras drogas.
QUAIS OS EFITOS IMEDIATOS PROVOCADOS PELA HEROÍNA?
Usuários relatam uma sensação de intenso prazer, bem-estar e euforia após
o uso da heroína, assim como diminuição de sensações como dor, fome, tosse
e desejo sexual. A respiração, pressão arterial e freqüência cardíaca ficam
aumentadas à medida que a dose aumenta, fazendo com que o usuário se sinta
aquecido, pesado e sonolento.
Altas doses podem causar náuseas, vômitos e intenso prurido (coceira).
QUAIS OS PROBLEMAS CAUSADOS PELA HEROÍNA?
Os usuários de heroína injetável correm mais riscos de contraírem HIV, Hepatite
B e Hepatite C ao compartilharem ao compartilharem seringas ou agulhas. Além
disso, o uso crônico da heroína pode provocar colapso dos vasos sangüíneos,
infecção bacteriana das válvulas do coração, abcessos, doenças do fígado e
rins, pneumonias e tiberculose.
O dependente de heroína também pode ter problemas sociais e familiares. Ele
torna-se apático, desanimado, perdendo o interesse por sua vida profissional
e familiar. A necessidade de doses crescentes da droga pode levar o indivíduo
a ter problemas financeiros resultando em mais problemas sociais.
Além disso, sabe-se que é perigoso dirigir após fazer uso da heroína, pois
causa sonolência, reduz a coordenação, as reações ficam mais retardadas e
a visão pode ser afetada.
QUAIS OS EFEITOS A LONGO PRAZO CAUSADOS PELA HEROÍNA?
O dependente de heroína começa a ocupar cada vez mais seu tempo e energia
na obtenção da droga, que se torna a coisa mais importante de sua vida. Além
disso, uma pessoa que começa a usar heroína pode rapidamente desenvolver tolerância
e precisa cada vez de maior quantidade da droga para obter o mesmo efeito.
Um dos principais prejuízos causados pela heroína é a dependência física
e psicológica. A dependência física ocorre quando o corpo se adapta a presença
da droga e dependência psicológica é caracterizada pela compulsão ("ter
que usar") pela droga. Nestes dois casos, vai haver uso cada vez mais
freqüente e de quantidades cada vez maiores da droga. Quando o usuário interrompe o uso da heroína, desenvolvem-se sintomas
de abstinência como: diarréia, náuseas, vômitos, cãimbras, dor muscular
e óssea, lacrimejamento, perda de apetite, secreção nasal, bocejos, tremores,
pânico, insônia, desânimo, movimentos involuntários de pernas, agitação e
transpiração. A maioria desses sintomas começa entre 24 a 48 horas após o
uso da última dose e diminuem após uma semana.
No entanto, algumas pessoas permanecem com esses sintomas por vários meses.
QUAIS OS SINTOMAS DE OVERDOSE POR HEROÍNA?
Respiração muito diminuída (inclusive com parada respiratória), diminuição
da pressão sangüínea, diminuição da temperatura coprporal (pele fria), extremidades
do corpo podem ficar azuladas, pupilas muito pequenas, os músculos esqueléticos
tornam-se flácidos, a mandíbula relaxa-se e a língua cai para trás, obstruindo
a passagem de ar. Ocorrem convulsões, coma e posteriormente a morte devido
a insuficiência respiratória. Mesmo se a respiração é restabelecida, pode
ocorrer morte como resultado de complicações como pneumonia ou choque que
ocorre durante o período de coma.
A tríade coma, respiração e pupilas muito diminuídas sugere fortemente intoxicação
por opióides.
QUAL O TRATAMENTO DA OVERDOSE?
O primeiro passo é manteras vias aéreas abertas e propiciar ventilção. Naloxona,
antagonista dos opióides, pode reverter o quadro de intoxicação.
COMO A HEROÍNA AFETA A GRAVIDEZ?
A heroína pode causar aborto, parto prematuro, baixo peso fetal e morte do
feto ao nascimento.
Os filhos de mãe dependente de heroína poderão sofrer a síndrome da morte
súbita, sintomas de abstinência logo após o nascimento e problemas durante
seu desenvolvimento.
A síndrome de abstinência é muito mais perigosa para o feto do que para o
adulto; a abstinência na mulher grávida pode causar morte fetal ou aborto
espontâneo.
QUAL O TRATAMENTO DO USUÁRIO DE HEROÍNA?
O tratamento deve incluir:
Drogas substitutas, como a metadona e naltrexona, que são medicações bloqueadoras
dos efeitos da heroína, morfina e outros opióides.
Apoio psicológico com o objetivo de descobrir por que o indivíduo procurou
a droga.
Fonte: farmaco.fffcmpa.tche.br
Heroína
O que é Heroína?
A heroína é uma variação da morfina, que por sua vez é uma
variação do ópio, obtido de uma planta denominada Papoula. A designação química
da heroína é diacetilmorfina. A heroína se apresenta no estado sólido. Para
ser consumida, ela é aquecida normalmente com o auxílio de uma colher onde
a droga se transforma em líqüido e fica pronta para ser injetada. O consumo
da heroína pode ser diretamente pela veia, forma mais comum no ocidente, ou
inalada, como é, normalmente, consumida no oriente.
Efeitos
A heroína é uma das mais prejudiciais drogas de que se tem
notícia. Além de ser extremamente nociva ao corpo, a heroína causa rapidamente
dependência química e psíquica. Ela age como um poderoso depressivo do sistema
nervoso central.
Logo após injetar a droga, o usuário fica em um estado sonolento, fora da
realidade. Esse estado é conhecido como "cabeceio" ou "cabecear".
As pupilas ficam muito contraídas e as primeiras sensações são de euforia
e conforto. Em seguida, o usuário entra em depressão profunda, o que o leva
a buscar novas e maiores doses para conseguir repetir o efeito.
Fisicamente, o usuário de heroína pode apresentar diversas complicações como
surdez, cegueira, delírios, inflamação das válvulas cardíacas, coma e até
a morte.
No caso de ser consumida por meios injetáveis, pode causar necrose (morte
dos tecidos) das veias. Isto dificulta o viciado a encontrar uma veia que
ainda esteja em condições adequadas para poder injetar uma nova dose.
O corpo fica desregulado deixando de produzir algumas substâncias vitais
como a endorfina ou passando a produzir outras substâncias em demasia, como
a noradrenalina que, em excesso, acelera os batimentos cardíacos e a respiração.
O corpo perde também a capacidade de controlar sua temperatura causando calafrios
constantes. O estômago e o intestino ficam completamente descontrolados causando
constantes vômitos, diarréias e fortes dores abdominais.
Histórico
Há mais de cinco mil anos a Papoula, planta de onde deriva a heroína, é conhecida
pela humanidade. Naquela época, os sumérios costumavam a utilizá-la para combater
algumas doenças como a insônia e constipação intestinal.
No século passado, farmacêuticos obtiveram, da Papoula, uma substância que
foi chamada de morfina. O uso da morfina foi amplamente difundido na medicina
do século XIX devido, principalmente, a suas propriedades analgésicas e antidiarréicas.
Da morfina, logo foram sintetizadas várias derivações como diamorfina, codeína,
codetilina, heroína, metopon. A heroína é a mais conhecida delas. Na década
de 20 foi constatado que a heroína causava dependência química e psíquica,
por isso foi proibida sua produção e comércio no mundo todo. A heroína voltou
a se expandir pelo mundo depois da II Guerra Mundial e hoje é produzida no
mercado negro principalmente no Sudeste Asiático e na Europa. Fonte: www.psicobh.com.br
Heroína
Obtida a partir da morfina, é muito mais potente do que ela.
Conhecida como a "rainha das drogas" por causa de seus efeitos,
foi sintetizada em 1874, em Berlim.
A palavra heroína vem do termo "heroich" que, em alemão, significa
potente, enérgico. De início, foi preconizada como substituta da morfina e
chegou a fazer parte dos medicamentos analgésicos, antitussígenos e hipnóticos.
Hoje em dia, não tem qualquer indicação médica.
Na sua forma pura, é um pó branco e amargo. Vendida clandestinamente, tem
coloração que varia do branco ao marrom escuro, por causa das impurezas deixadas
pelos processos primitivos de obtenção ou pela presença de talco, açúcar,
corantes químicos, leite em pó etc.
A via de administração preferida pelos usuários de heroína é a endovenosa.
Pode ser também aspirada ou fumada.
O comércio ilegal da heroína representa um dos segmentos mais importantes
e rentáveis do tráfico de drogas. A produção e a distribuição estão sempre
ligadas as grandes organizações clandestinas.
O uso de heroína é raro no Brasil. Por outro lado, os Estados Unidos vivem
uma situação epidêmica, cujo início se localiza por volta da metade da década
de 60, coincidindo com o envolvimento dos americanos na Guerra do Vietnã.
Milhares de soldados adquiriram o hábito de tomar heroína junto às populações
do sudeste asiático. Foi grande a quantidade de jovens que retornou da guerra
dependente.
A grande dificuldade em ajudar os dependentes de heroína levou vários países
a criar os programas de "manutenção pela metadona" - opióide sintetizado
por químicos alemães, durante a Segunda Guerra Mundial, em resposta à escassez
de morfina. A metadona é utilizada no tratamento dos dependentes de heroína.
Não desenvolve tolerância e o seu efeito pode durar até quatro vezes mais
que os efeitos de outros opiáceos.
Efeitos físicos e psíquicos
Os efeitos agudos são semelhantes aos obtidos com os outros opiáceos:
torpor e tonturas misturados com um sentimento de leveza e euforia.
As primeiras doses podem provocar náuseas e vômitos. Depois de instalada a dependência, há necessidade de ministrá-la
mais vezes a fim de prevenir os desprazeres da abstinência: cólicas,
angústia, dores pelo corpo, letargia, apatia e medo. A tolerância instala-se
rapidamente.
A repetição das doses nada mais faz a não ser aliviar estes sintomas. Fonte: www.imesc.sp.gov.br
Heroína
É produzida a partir de uma modificação química da morfina, que deriva do
ópio.
A heroína determina dependência física e psíquica, isto é, a sua retirada
vai determinar a "síndrome de abstinência".
A droga é totalmente clandestina, não tendo nenhuma aplicação médica nos
dias de hoje, pois os Estados Unidos proibiram sua importação.
É usada pelas narinas, ou por meio de injeções.
A droga exige adição, isto é, o viciado, para obter os mesmos efeitos,vai
necessitar, cada vez, de doses maiores, em intervalos menores.
As manifestações físicas provocadas pela falta da heroína são náuseas, vômitos,
pupilas dilatadas, sensibilidade à luz, elevação da pressão sanguínea e da
temperatura, dores em todo o corpo, insônia, crises de choro, tremores e diarréia.
A dependência física é grande, isto é, o corpo passa a necessitar da droga
para o seu funcionamento celular normal.
Provoca um estado de torpor e calmaria, fundindo fantasia e realidade. Pode
causar surdez, cegueira, delírios, depressão respiratória e cardíaca, podendo
levar ao coma.
Os efeitos da heroína
01. Imita a química natural do sistema nervoso, assemelhando-se
à endomorfina (neurotransmissor)
02. A overdose da heroína pode provocar lesão cerebral
03. Aumenta a sensação de bem-estar
04. Estimula as células nervosas
05. Provoca intensa euforia
06. Provoca sono
07. Resulta em sonhos intensos
08. Gera sensação de paz e de fuga da realidade
09. Provoca reações alérgicas na pele, com coceira
10. Produz efeitos tranqüilizantes
11. Provoca bradicardia
12. Diminui a freqüência respiratória
13. Provoca queda da pressão sanguínea
14. Relaxa os músculos
15. Provoca lentidão nos reflexos
16. Provoca dificuldades na fala
17. Resulta em contração das pupilas
18. Provoca rubor nas faces
19. Diminui a libido e as relações sexuais se tornam raras
20. Gera dificuldade na ereção
21. Resulta em desorganização da vida escolar, familiar, afetiva
e no trabalho
22. Gera o descuido com a higiene e a aparência
23. Provoca a diminuição da auto-estima
Fonte: www.antidrogas.com.br
Heroína
A heroína é descendente direta da morfina, e ambas são tão
relacionadas que a heroína, ao penetrar na corrente sanguínea e ser processada
pelo fígado, é transformada em morfina. A droga tem sua origem na papoila,
planta da qual é extraído o ópio. Processado, o ópio produz a morfina, que
em seguida é transformada em heroína. A papoila empregada na produção da droga
é cultivada principalmente no México, Turquia, China, Índia e também nos países
do chamado triângulo Dourado (Birmânia, Laos e Tailândia).
A morfina é um alcalóide natural do ópio, que deprime o sistema nervoso central,
e foi a primeira droga opiácea a ser produzida em 1803.
Como poderoso analgésico, suas propriedades foram amplamente empregadas para
tratar de feridos durante a Guerra Civil Americana, em meados do século passado.
No final do conflito, 45 mil veteranos encontravam-se viciados em morfina,
o que despertou na comunidade médica a certeza de que a droga era perigosa
e altamente causadora de dependência.
Mesmo assim, nos Estados Unidos, a morfina continuou sendo usada para tratar
tosse, diarreia, cólicas menstruais e dores de dente, sendo vendida não só
em farmácias, mas também em doceiras e até por reembolso postal. Em consequência,
o número de viciados começou a crescer, e os riscos representados pela droga
eram cada vez mais evidentes, o que fez com que os cientistas passassem a
procurar um substituto seguro para a morfina. Em 1898, nos laboratórios da Bayer, na Alemanha, surgiu o que se
acreditou na época ser o substituto ideal: a diacetilmorfina, uma
substância três vezes mais potente que a morfina. Devido a essa potência,
considerada "heróica", a Bayer decidiu baptizar oficialmente a nova
substância com o nome de heroína.
A heroína foi aplicada em viciados em morfina, e os cientistas comprovaram
que a droga aliviava os sintomas de abstinência dos morfinômanos.
Durante doze anos acreditou-se que a heroína poderia substituir, segura e
eficazmente, a morfina. Além das doenças anteriormente "tratadas"
pela morfina, a heroína também foi usada como remédio para a cura do alcoolismo.
Por ironia, ficou provado que a heroína é ainda mais viciante do que a morfina,
podendo criar dependência em apenas algumas semanas de uso. Em 1912, os Estados
Unidos assinaram um tratado internacional visando acabar com o comércio de
ópio no mundo inteiro.
Por causa disso, dois anos mais tarde, o Congresso norte-americano aprovou
uma lei que restringiu o uso de opiáceos, e, na mesma década, criou mecanismos
judiciais que tornavam a heroína ilegal. Isso levou a uma situação peculiar: antes de 1914, muitas
pessoas se haviam tornado viciadas em heroína consumindo a droga como remédio;
a partir desse ano os dependentes eram transformados em marginais que precisavam
recorrer ao mercado negro para obter a droga e evitar os dolorosos sintomas
da síndrome de abstinência.
Ao ser consumida (geralmente por injeção intravenosa), a heroína pode causar
inicialmente náusea e acessos de vomito, mas à medida que o organismo se adapta
aos efeitos da droga o usuário passa a sentir-se num estado de excitação e
euforia, às vezes semelhante ao prazer sexual. Simultaneamente a droga induz
sensações de paz, alívio e satisfação, que se desvanecem algum tempo depois.
Como o efeito é relativamente breve (mais ou menos 60 minutos), o usuário
é impelido a consumir nova dose de droga. Dentro de algum tempo de uso constante,
ele sentirá necessidade de quantidades cada vez maiores de heroína, não para
sentir prazer, mas simplesmente para evitar os terríveis sintomas da abstinência.
O viciado em heroína torna-se apático, letárgico e obcecado pela droga, perdendo
todo interesse pelo mundo que o cerca. Ficar sem a droga significa um verdadeiro
inferno para ele, que passa a sentir dores atrozes, febres, delírios, suores
frios, náusea, diarreia, tremores, depressão, perda de apetite, fraqueza,
crises de choro, vertigens, etc.
Apesar de tudo isso, algumas teorias recentes sustentam que ninguém morre
de overdose de heroína, já que testes em animais mostraram que não existe
uma dose letal da droga. Afirma-se que uma dose de heroína pode ser mortal
para um viciado em certas ocasiões, mas em outras não.
Essas teorias consideram que, nesses casos, não é a heroína a causa da morte,
mas sim um efeito semelhante ao choque causado pela injeção de misturas de
heroína com outras substâncias utilizadas para adulterar a droga vendida ilegalmente.
Como se não bastassem os perigos da heroína, ela ainda é consumida em coquetéis
conhecidos como speedballs, onde a droga é misturada com anfetaminas ou cocaína.
Esta última mistura foi responsável pela morte do cantor e comediante John
Belushi, em 1982.
Da mesma forma que a heroína foi descoberta como remédio para a morfina,
outras substâncias vêm sendo pesquisadas para resolver o problema do vício
em heroína. Uma delas é a metadona, uma mistura química sintética que alivia
os sintomas de abstinência de heroína.
Sintetizada pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial, a metadona é
um opiáceo produzido em laboratório, pouco mais potente que a morfina. Ela
é quase tão eficaz quando aplicada por via intravenosa.
Doses adequadas de metadona podem durar até 24 horas, e por isso a droga
vem sendo empregada, nos Estados Unidos, para tratar viciados em heroína.
Seu uso é totalmente restrito a clínicas e hospitais que aplicam a metadona
em pacientes dependentes de heroína, que precisam da droga para escapar dos
sintomas da síndrome de abstinência. Entretanto, o viciado que não receber
a sua dose também está sujeito a sofrer diarreia, suores, insónia, e dores
de estômago, provocados pela falta da substância.
Ela também é considerada altamente viciante, mas não produz a euforia gerada
pela heroína. A metadona não causa tolerância e, a medida que o tratamento
vai evoluindo, o usuário pode reduzir paulatinamente as doses até livrar-se
do vício. Fonte: oficina.cienciaviva.pt
Heroína
A heroína é uma variação da morfina, que por suavez é uma variação do ópio, obtido de uma plantadenominadaPapoula. A designaçãoquímica da heroína
é diacetilmorfina.
A heroínaapresenta-se no estadosólido.
Para serconsumida, é aquecidanormalmente com
o auxílio de uma colher onde a drogasetransforma
em líquido e fica pronta para ser injetada. A heroína pode ser diretamente
injetada na veia (forma mais comum) ou inalada.
Efeitos
A heroína é uma das drogas mais prejudiciais. Além de ser extremamente prejudicial
ao corpo, a heroína causa rapidamente dependência química e psíquica. Ela
age como um poderoso depressivo do sistema nervoso central.
Logo após injetar a droga, o consumidor fica sonolento e um pouco fora da
realidade. As pupilas ficam muito contraídas e as primeiras sensações são
de euforia e conforto. Em seguida, o consumidor entra em depressão profunda,
o que o leva a buscar novas e maiores doses para conseguir repetir o efeito.
Fisicamente, o consumidor de heroína pode apresentar diversas complicações
como surdez, cegueira, delírios, inflamação das válvulas cardíacas, coma e
pode levar mesmo até à morte. Também pode causar necrose (morte dos tecidos)
das veias; isto dificulta o viciado a encontrar uma veia que ainda esteja
em condições adequadas para poder injetar uma nova dose.
O corpo fica desregulado deixando de produzir algumas substâncias vitais
como a endorfina ou passando a produzir outras substâncias em demasia, como
a noradrenalina que, em excesso, acelera os batimentos cardíacos e a respiração.
O corpo perde também a capacidade de controlar sua temperatura causando calafrios
constantes. O estômago e o intestino ficam completamente descontrolados causando
constantes vómitos, diarreias e fortes dores abdominais. Fonte: viciostic.com.sapo.pt
Heroína
A heroína, é uma droga opiácea ilegal obtida a partir de
uma planta denominada papaver somniferum.
Esta droga tem origem na papoila, planta da qual é extraído o ópio. Quando
processado, o ópio dá origem à morfina, que em seguida é transformado em heroína.
A papoila usada na produção da droga é cultivada principalmente no México,
Turquia, China, Índia e também nos países do chamado triângulo Dourado (Birmânia,
Laos e Tailândia).
É comercializada em pó, geralmente castanho ou branco (quando pura) de sabor
amargo.
Durante muito tempo foi apenas administrada por via intravenosa, o que já
não sucede nos dias de hoje (havendo várias formas de consumo). Em calão, a heroína possui várias denominações, entre as quais:
cavalo, cavalete, castanha, H, pó, poeira, veneno bomba ou black tar.
História
A heroína surgiu em 1898 pelas mãos dos laboratórios da Bayer com o intuito
de substituir a morfina, um alcalóide natural do ópio que deprime o sistema
nervoso central. Esta, foi amplamente utilizada na guerra civil americana
para tratar os feridos devido às suas propriedades analgésicas.
No final do conflito cerca de 45 mil veteranos encontravam-se viciados em
morfina. No entanto, apesar da certeza que a droga era altamente perigosa
e causadora de dependência, esta continuou a ser usada nos EUA (para o tratamento
de diversas patologias) aumentando assim o número de viciados. Surgiu então,
a necessidade de procurar um substituto seguro para a morfina. Na Alemanha surge o que se pensou ser na época o substituto ideal:
a diacetilmorfina, uma substância três vezes mais potentes que a morfina.
Após a administração desta droga em dependentes da morfina comprovou-se que
a droga aliviava os sintomas de abstinência dos toxicodependentes. Durante
cerca de doze anos acreditou-se que a heroína poderia substituir, segura e
eficazmente, a morfina.
A heroína passou a ser utilizada como remédio para a cura do alcoolismo,
além do seu uso nas doenças anteriormente "tratadas" pela morfina.
Por ironia, ficou provado que a heroína é ainda mais viciante do que a morfina,
podendo criar dependência em apenas algumas semanas de uso.
Em 1912, os Estados Unidos assinaram um tratado internacional visando acabar
com o comércio de ópio no mundo inteiro. Dois anos mais tarde, o Congresso
norte-americano aprovou uma lei que restringiu o uso de opiáceos, e, na mesma
década, criou mecanismos judiciais que tornavam a heroína ilegal. Isso levou a uma situação peculiar: antes de 1914, muitas
pessoas tornaram-se viciadas em heroína, consumindo a droga como remédio.
A partir desta data os dependentes foram transformados em marginais que para
obter a droga com o intuito de aliviar os sintomas de abstinência tinham de
recorrer ao mercado negro.
Da mesma forma que se procurou um substituto para a morfina, começou-se a
pesquisar substâncias para resolver o problema do vício da heroína. Uma das
substâncias encontradas foi a metadona.
Datas importantes na história dos Opiáceos
1803 - A morfina foi isolada do ópio pelo Frederick Serturner.
1832 - A Codeína foi extraída do ópio.
1853 - Foi descoberta injeção hipodérmica .
1874 - A Primeira vez em que a heroína foi produzida a partir da
morfina.
1898 - A Bayer Company introduz a heroína como substituto da morfina.
1906 - Passou a ser obrigatório a rotulagem das substâncias contidas
nos medicamentos
1914 - Foi introduzido uma taxa para a distribuição de opiáceos
1922 - Foi restringida a importação do ópio excepto para uso medicinal.
1924 - O fabrico e posse de heroína tornou-se ilegal
1930 - Federal Bureau of Narcotics foi criada.
1970 - Divisão das drogas em categorias, regulamentos e penalizações
para os narcóticos.
Obtenção
Atualmente a heroína é fabricada em laboratórios clandestinos que se encontram
principalmente nos países produtores de ópio. A heroína é obtida por acetilação
da morfina com anidrido acético, apresentando-se no final na forma de pó ou
de blocos com cor branca, creme ou castanha.
Após a acetilação, extrai-se as impurezas fazendo passar o alcalóide em fase
orgânica (éter, clorofórmio). À fase onde o alcalóide se encontra dissolvido,
junta-se carbonato de sódio, ocorrendo a precipitação da heroína, filtra-se
e obtém-se um produto com 15-45% de diacetilmorfina, que é chamado de "Brow
Sugar" (produto de pouca qualidade).
Continua-se a dissolver o produto em álcool e adiciona-se éter e ácido clorídrico
a quente. Depois de várias filtrações e desidratações por evaporação obtém-se
a heroína com uma percentagem de diacetilmorfina muito elevada (cerce de 60
a 95%).
Normalmente a heroína vendida encontra-se adulterada.
Adulterações
Como todos os opiáceos de venda ilícita, a heroína pode ser adulterada com
quinina, lactose, açúcar, bórax e outros fármacos depressores do SNC como
barbitúricos e sedantes ou contaminar-se com bactérias, vírus, fungos ou partículas.
Há conhecimento de alguns casos de substituição total da heroína por pentazocina
e o anti-histamínico tripelenamina.
Tipos de Exposição
Atualmente a heroína é uma droga de abuso ilícita, logo a exposição a esta
droga é apenas voluntária.
Formas de Uso
Durante muito tempo, a heroína foi administrada por via intravenosa.
Mas, o aparecimento da SIDA e a sua emergência devastadora entre os heroinómanos
explica a tendência atual dos novos consumidores para fumar ou aspirar o vapor
libertado pelo aquecimento da substância.
Estudos recentes revelam que as alterações na forma de consumo são também
devido à obtenção de maior pureza e ao conceito errado que as outras vias
que não a intravenosa não levam a dependência. Hoje sabe-se que a dependência
ocorre qualquer que seja o modo de consumo de Heroína, uma vez que na realidade
o que torna a droga viciante são os efeitos bioquímicos. A preparação da injeção de heroína transformou-se num ritual:
numa colher, ou num objeto semelhante, coloca-se a droga em pó, mistura-se
com água e umas gotas de sumo de limão e coloca-se sobre uma fonte de calor
para facilitar a dissolução. Sobre a mistura põe-se um pedaço de algodão ou
o filtro de cigarro, para assim filtrar as impurezas, antes de introduzir
a droga na seringa. Fica então preparada a injeção.
Por outro lado, o processo de fumar ou inalar os vapores libertados torna-se
mais fácil e rápido se se puser a heroína num papel de estanho sobre uma fonte
de calor.
É também muito frequente o consumo de heroína misturada com outras drogas,
por exemplo a cocaína ("speedball"), para prolongar e intensificar
os efeitos de ambos os produtos. No entanto, a injeção intravenosa continua
a ser a que provoca maior intensidade e produz euforia mais rapidamente.
Pontos para injetar
Pontos seguros
Veias do braços e dos antebraços
Veias das pernas
Pontos a considerar
Pés (veias pequenas, muito frágeis, injeção dolorosa)
Pontos perigosos
Pescoço
Rosto
Abdómen
Peito
Coxas
Sexo
Pulsos
Características
Nome: Diacetilmorfina
Nome alternativo ao nome químico: Heroína, diamorfina, acetomorfina
Formula química: C21H23NO5
Peso molecular: 369,42
Ponto de fusão: 243-244ºC
Ponto de ebulição: 272-274ºC
Aspecto: A heroína sem refinar é um pó granulado de cor acastanhada.
A heroína refinada é um pó branco fino e cristalino.
Odor: Inodoro
Solubilidade: 1g é solúvel em: 1,5 ml de clorofórmio; 31 ml de
álcool; 100 ml de éter; 1700 ml de água.
Tempo de semi-vida: Tempo de semi-vida no plasma é de 3 min
Concentração sanguínea tóxica: 10-100 ug/dL
Concentração sanguínea letal: >400 ug/dL
Farmacologia
Mecanismo
O mecanismo pelo qual os opióides causam os seus efeitos é ainda incerto.
Os receptores saturáveis estereoespecificos para agonistas e antagonistas
opióides têm sido estudados em tecidos neuronal de vertebrados por vários
investigadores.
A afinidade da heroína para os receptores opióides não é muito grande, é
muito provável que os efeitos analgésicos sejam mediados pela morfina e pela
6-acetilmorfina. Tanto a heroína como a morfina e a 6-acetilmorfina são analgésicos
opióides que interagem primariamente com receptores µ.
A distribuição dos receptores opióides pelo sistema nervoso não está correlacionada
precisamente com a distribuição de nenhum neurotransmissor especifico nem
nenhum subsistema neuronal reconhecido, embora o sistema límbico e a matéria
cinzenta periaquedutal, áreas de papel importante na analgesia opióide, sejam
particularmente ricas.
Os opióides interagem com vários tipos de neurotransmissores, quer diretamente,
quer indiretamente. Estes levam a uma redução da libertação de acetilcolina
(Ach) de alguns neurónios periféricos e centrais e aumentam as suas concentrações
cerebrais. Os opióides parecem ainda inibir a libertação de catecolaminas
de certos neurónios periféricos, aumentando a sua libertação, síntese e “turnover”
destas no SNC.
É possível que um neurotransmissor possa ter um papel mais preponderante
num determinado efeito, do que noutro. Por exemplo, a analgesia e euforia
induzida por opióides num Homem é potenciada pela administração conjunta de
anfetaminas, sugerindo pelo menos um papel aditivo para a dopamina e noradrenalina,
ou seja, provas indicam que mecanismos noradrenérgicos centrais produzem analgesia
e euforia que é aditiva aos efeitos dos opióides. Alguns casos sugerem ainda
que a serotonina (5-HT) tem alguma sinergia com opióides, quando se trata
de produzir analgesia. Biotransformação
A biotransformação envolve reações de dois tipos. As reações de Fase I envolvem
hidrolises, reduções e oxidações e geralmente resultam num pequeno aumento
de hidrofilia. As reações de Fase II envolve glucuronidação, sulfonação, acetilação,
metilação, conjugação com Glutationa e conjugação com aminoácidos. A maioria
destas reações de Fase II resulta num grande aumento de hidrofilia em Xenobióticos.
As reações de Fase II da biotransformação podem ou não ser precedidas por
reações de Fase I.
No caso da heroína, esta é convertida em morfina-3-glucuronido, sendo que
a conjugação com ácido glucurónico é precedida por uma reação de Fase I, que
é a Hidrólise, em que ocorre desacetilação.
Mesmo sendo mais potente que a morfina, não é mais efetiva do que a morfina
no tratamento da dor aguda. A desacetilação da heroína leva à formação de
6-acetilmorfina e nova desacetilação leva a formação de da morfina e são estes
dois "metabolitos" que são responsáveis pela analgesia. A desacetilação
do 3-acetilo é feita pelas esterases dos tecidos e do plasma. A 6-acetilmorfina
resultante é capaz de penetrar a barreira hemato-encefálica mais facilmente
que a morfina, tal como acontece com a heroína devido a sua maior lipofilia.
A passagem das duas moléculas através da barreira hemato-encefálica é feita
por difusão passiva e sofre a desacetilação enzimática para produzir morfina.
A duração de ação da heroína é de 3 a 4 horas. Absorção
Os opióides são bem absorvidos no trato gastrointestinal. São também bem
absorvidos a nível da mucosa nasal e nos pulmões, e depois de uma injeção
subcutânea ou intramuscular. Embora os efeitos da droga sejam maiores e mais
rápidos quando administrada parenteralmente, a duração do efeito poderá ser
maior quando administrada por via oral. Distribuição e metabolismo
Como já foi dito, a heroína é convertida em morfina-3-glucuronido, sendo
que a conjugação com ácido glucurónico é precedida por uma reação de Fase
I, que é a Hidrólise, em que ocorre desacetilação. Este é o maior processo
de desintoxicação da droga.
A heroína sofre uma transformação em morfina e depois, como todos as aminas
básicas, abandona rapidamente a corrente sanguínea e concentra-se nos tecidos
parenquimatosos, como o Rim, o Pulmão, o Fígado e o Baço.
Tecidos musculares esqueléticos contem menores quantidades da droga, mas
devido à sua quantidade no corpo, é considerado o tecido que mais droga contem
no corpo. Embora a morfina resultante não acumule nos tecidos e os valores
sejam muito baixos após 24 h, métodos sensíveis conseguem detectar a morfina
na urina, passados vários dias. Excreção
São encontradas na urina pequenas quantidades de morfina livre e quantidades
maiores de morfina conjugada, sendo estas as duas formas palas quais a heroína
é eliminada.
Cerca de 90% do total de droga administrada é excretada nas primeiras 24
h, sendo que a principal via de eliminação é a filtração glomerular. Outra
forma de eliminação é através das fezes, cerca de 7-10% é eliminada desta
forma e a sua origem é quase exclusivamente proveniente da Bile.
Efeitos
Efeitos a curto prazo da heroína:
Euforia
Depressão respiratória
Turvação mental
Náuseas e vómitos
Supressão da dor
Abortos espontâneos
Efeitos a longo prazo da heroína:
Dependência
Doenças infecciosas como hepatite B e C; VIH/SIDA
Colapso venoso
Infecções bacterianas
Abcessos
Infecção do endocárdio e das válvulas do coração
Artrites e outros problemas reumatológicos
Sistema Nervoso Central (SNC):
Os efeitos observados são analgesia, sonolência, alterações de humor, confusão
mental.
Um aspecto importante da analgesia destes opiáceos é que ocorre sem perda
de consciência.
Quando administrada a uma pessoa com dor, a dor desaparece ou fica menos
intensa, as extremidades parecem ficar pesadas e o corpo quente, a cara e
especialmente o nariz podem originar comichão, e a boca fica seca. Para o
alívio da angústia, algumas pessoas sentem euforia. Em casos extraordinários
em que pode ser útil, poderá induzir o sono.
Quando administrada a alguém sem dor, nem sempre os resultados são agradáveis.
Por vezes pode ocorrer disforia em vez da euforia, resultando numa leve ansiedade
ou medo.
Frequentemente ocorre náuseas e ocasionalmente vómitos. A turvação mental
caracteriza-se pela sonolência e dificuldade de concentração, apatia, redução
da capacidade física, redução da capacidade visual e letargia.
Em voluntários pós-viciados, a turvação mental é menos evidente, mas a euforia
é mais marcada.
Com aumento das doses, verifica-se uma potenciação dos efeitos acima verificados,
como a sonolência que leva ao sono, náusea e vómito, e ainda a depressão respiratória,
o maior problema dos opióides. Neste caso, o fato da heroína ser mais lipofilica
que a morfina, faz com que se deva ter muitas mais precauções com o seu uso,
visto que passa mais facilmente a barreira hemato-encefálica. Analgésica – é relativamente seletiva. Com doses terapêuticos,
o estimulo doloroso poderá ser reconhecido mas não ser percebido como doloroso.
Neste casos, o dor não é tratada mas há aumento de uma sensação confortável.
Embora alguns tipos de dor que não reajam à terapêutica com doses seguras,
é significante o fato da maior parte das dores responder a esse tipo de dose.
Doses moderadas de droga são bastante eficientes para aliviar a dor clínica
e aumentar a capacidade de tolerara dor experimentalmente induzida e isto
parece indicar que a droga atua elevando o limiar de percepção da dor.
No entanto, os opióides nem alteram o limiar de percepção da dor, nem alteram
a capacidade de resposta das extremidades nervosas ao estimulo doloroso; nem
mesmo enfraquece a condução do impulso nervoso ao longo dos nervos periféricos.
É difícil dizer ao certo os locais responsáveis pelos efeitos dos opióides.
Ao nível da corda espinal, os reflexos nociceptivos são deprimidos pela heroína
com doses que são relativamente pouco efetivas no reflexo patelar, e existem
provavelmente locais múltiplos a nível cerebral envolvidos na percepção da
dor e na modulação dos reflexos nociceptivos. Hipotálamo - A nível hipotalamico e dos efeitos endócrinos
centrais induzidos, a heroína causa abaixamento da resposta do hipotálamo
ao estimulo aferente, mas não altera a sua resposta ao estimulo direto. No
Homem, baixa ligeiramente a temperatura corporal depois de uma dose terapêutica
mas parece aumentá-la com dosagens crónicas elevadas.
Causa uma libertação da hormona antidiurética (ADH) e como tal uma diminuição
da diurese. Este efeito é mediado pelo hipotálamo e pode ser produzido com
uma injeção de morfina no núcleo supraoptico, o que mostra mais uma vez que
os efeitos da heroína se devem à sua biotransformação em morfina, a nível
central.
Poderá ainda inibir a resposta adrenocortical ao stress e aos padrões de
libertação a corticotropina diurna.
Pode também suprimir a libertação de hormona foliculo-estimulante (FSH),
hormona luteinizante (LH) e tirotropina (TSH). A hormona de crescimento não
é alterada marcadamente.
Com doses terapêuticas, pode ainda ocorrer ligeira hiperglicémia, devido
ao efeito em receptores discretos em zonas distintas dos locais centrais responsáveis
pela hiperglicémia induzida pela adrenalina. Eletroencefalografia (EEG) – uma única dose pode causar
aumento da voltagem e abaixamento da frequência, como ocorre no sono natural
ou com doses muito baixas de barbitúricos. Em ex-dependentes, uma única dose
pode suprimir o sono REM (“rapid-eye-movement”) Pupila – ocorre miose, constrição da pupila. O mecanismo
exato não está explicado mas é primariamente devido ao efeito central da sua
ação no núcleo de “Edinger-westphal” do nervo oculomotor, mais do
que pelo efeito no esfíncter pupilar em si. Respiração – a morfina e seus derivados como a heroína
são depressores primários e contínuos, pelo menos em parte em virtude dos
efeitos diretos nos centros respiratórios cerebrais. A depressão respiratória
é perceptível mesmo com doses muito pequenas para produzir sono ou afetar
a consciência. A morte advém quase sempre da paragem respiratória causada
pelo aumento da dose. Há que ter muito cuidado na administração destes agentes
em pessoas com complicações respiratórias.
O mecanismo da depressão respiratória pela heroína envolve a redução da sensibilidade
dos centros respiratórios centrais ao aumento da tensão de dióxido de carbono.
Também deprime os centros medulares envolvidos na regulação da ritmicidade
respiratória e sensibilidade dos centros respiratórios medulares ao estimulo
eléctrico. Embora a heroína também deprima o ato reflexo da tosse pelo efeito
direto no centro medular da tosse, não tem nenhuma relação obrigatória com
a depressão respiratória. Náuseas e efeito emético – Náuseas e vómitos são efeitos
laterais desagradáveis causados pela estimulação direta na zona quimioreceptora
para a emese, na área postrema da medula. Além deste efeito, causa ainda a
depressão do centro do vómito, impedindo de certa forma a atividade posterior
de outros eméticos. Sistema cardiovascular
Em indivíduos deitados, doses terapêuticas de heroína não têm efeito maior
na pressão sanguínea, ritmo ou frequência cardíaca. Mudanças verificadas são
geralmente secundárias ao sono ou atividade física reduzida.
O centro vasomotor é pouco afetado por doses que causem uma obvia depressão
respiratória. Mesmo com doses tóxicas, a pressão sanguínea é geralmente mantida
até relativamente tarde no decurso da intoxicação e cai amplamente como resultado
de hipoxia. A respiração artificial ou administração de oxigénio poderá causar
um aumento da pressão sanguínea, embora haja depressão medular.
A heroína reduz a capacidade do sistema cardiovascular para responder a mudanças
gravitacionais e, como tal, quando os indivíduos assumem a posição de cabeça
para cima, pode ocorrer hipotensão ortostática e desmaio, primariamente devido
a vasodilatação periférica, que não parece resultar de efeitos mediados centralmente.
Esta pode resultar da libertação de histamina que tem grande importância
na indução de hipotensão pelos opióides. No entanto, não será o único mecanismo,
já que hipotensão resultante dos opióides é apenas parcialmente bloqueada
por anti-histamínicos. A depressão direta do centro vasomotor não é um efeito
eminente destes narcóticos embora possa estar presente mas disfarçada pela
ação estimulante da acumulação de CO2.
Os efeitos no miocárdio de um Homem normal não é significante. A frequência
cardíaca ou não se altera, ou aumenta ligeiramente, e não tem nenhum efeito
consistente na potência cardíaca.
Em pacientes com enfarte agudo do miocárdio, a resposta cardiovascular à
heroína pode ser mais variável que em pessoas normais e a magnitude das alterações
podem ser mais pronunciadas.
Estas drogas devem ser usadas com precaução em pacientes com redução do volume
sanguíneo já que têm a tendência para causar hipotensão.
A circulação cerebral não é diretamente afetada por doses terapêuticas, no
entanto, a depressão respiratória e a retenção de CO2 resulta na
vasodilatação e no aumento da pressão do fluido cérebro-espinal. Trato gastrointestinal
Os efeitos observados da heroína no trato gastrointestinal varia largamente,
dependendo da espécie, dose e técnica experimental. Estômago – Há uma redução da secreção de ácido clorídrico,
juntamente com uma redução da motilidade associada a um aumento da tensão
da primeira parte do duodeno que atrasa a passagem do conteúdo gástrico. Esta
constitui a base da obstipação causada pelos opióides. Intestino delgado – Ambas as secreções biliares e pancreáticas
são diminuídas e a digestão é atrasada. Há um aumento no tónus de descanso
e espasmos periódicos são verificados. As contrações rítmicas propulsivas
são marcadamente reduzidas, sendo o duodeno mais afetado que o Íleo. A agua
é mais eficientemente absorvida do quimo devido à retardação da passagem do
conteúdo intestinal, assim a viscosidade do quimo é aumentada. O tonus da
válvula ileocecal é realçada. Esta ação da droga sobre o intestino delgado
constitui um quarto do efeito total da obstipação causada por opióides. Cólon – As ondas peristálticas propulsivas são diminuídas
ou abolidas, e o tonus aumento ao ponto de entrar em espasmo. O atraso da
passagens das fezes resultante leva a uma dessacação. A amplitude das contrações
não propulsivas do cólon são também evidenciadas. O tonus do esfíncter retal
é também grandemente aumentado. Esta ação sobre o cólon constitui também um
quarto do efeito total da obstipação. De acordo com testes efetuados, nem
a administração de bloqueadores ganglionares, nem a remoção da inervação intrínseca
do intestino evita a ação destes opióides; o seu mecanismo parece resultar
da ação sobre a rede nervosa da parede intestinal; e a ação espasmogénica
envolve a libertação local de serotonina (5-HT). Trato biliar
A heroína causa um marcado aumento na pressão do trato biliar.
Isto pode causar uma exacerbação da dor ao invés do seu alivio. Outros músculos lisos Uréter e Bexiga – Há um aumento do tonus e da amplitude
das contrações do uréter, especialmente do ultimo terço. Perante os efeitos
antidiuréticos do opióides, o nível urinário baixa e o uréter torna-se inativo.
O tonus do musculo detrusor da bexiga é aumentado, podendo causar uma emergência
urinária; o tonus do esfíncter vesical é ainda realçado, podendo dificultar
a micção. Útero – Em animais, altas doses de droga prolonga o
trabalho de parto, aumenta o nível de contaminação nas passagens respiratórias
do feto e aumenta a mortalidade neonatal. Nas mulheres, estudos mostram que
o trabalho de parto é de certa forma prolongado. O mecanismo envolvido não
é claro. Para doses analgésicas, não há alteração significativa da contração
do útero, mas se o útero estiver hiperativo por indutores de parto, a morfina
e seus substitutos como a heroína tendem e restabelecer o tonus, a frequência
e a amplitude das contrações aos níveis normais. Musculatura brônquica – Embora altas doses de heroína
possam causar constrição dos brônquios, doses terapêuticas raramente têm tal
efeito. O efeito broncoconstritor destes opióides são devidos a uma libertação
de histamina. Esta broncoconstrição associada a casos de asma têm grande importância
pelos riscos de asfixia que lhe são associados. Pele:
Doses terapêuticas levam a uma dilatação dos vasos sanguíneos cutâneos. A
pele da face, pescoço e tórax superior fica frequentemente ruborizada e quente,
em parte, devido a libertação de histamina e pode ser responsável por prurido
e suores. A histamina é provavelmente responsável pela urticária que ocorre
no local de injeção. Efeitos Imunológicos
A heroína está associada a um aumento da susceptibilidade tanto a antigénios
bacteriais e virais e está claro que os opióides conseguem suprimir respostas
imunes. O que não está claro é se esta ação é um efeito direto da droga sobre
células imunológicas ou um efeito indireto resultante de um aumento induzido
pela droga dos corticosteróides na circulação.
Pela avaliação da imunocompetência de dependentes da heroína, verificou-se
que há um decréscimo na capacidade total das células T, nessa avaliação, o
tratamento com naloxona revertia este efeito, sugerindo a função de um receptor
opióide para a supressão imunológica. Outros efeitos como a redução do numero
de leucócitos, redução do soro C3 e outros, não são mediados por nenhum receptor
em particular, mas resultam de um aumento de corticosteróides em circulação.
Foi ainda descoberto que estes opióides induzem a supressão da fagocitose
macrofágica e produção de citocina. Através do uso de um antagonista glucocorticóide
(RU-486) foi demonstrado que enquanto a supressão macrofágica hepática pode
ser mediada em parte por um receptor, a inibição macrofágica esplénica é completamente
independente de receptor. Efeitos na Gravidez
Nascimentos com baixo peso – deve-se a uma retardação do crescimento
intra uterino. Pode ser também devido a uma prematuridade. De outro modo,
resulta de um atraso no crescimento do corpo e da cabeça. Síndrome de abstinência neonatal – ocorre em 60-80%
dos recém-nascidos que foram expostos a heroína. Acontece geralmente dentro
de 72 h após o nascimento com possível morte se for severo ou não tratado.
A nível central, os efeitos incluem irritabilidade, hipertonia, hiperrreflexia,
nutrição pobre. Efeitos gastrointestinais incluem diarreia e vómitos. A nível
respiratório temos taquipneia, hiperpneia, e alcalose respiratória. Efeitos
autónomos incluem espirros, bocejos, lacrimação, suor e hiperpirexia. Se a
criança for hipermetabólica a perda de peso posnatal pode ser excessiva e
o subsequente ganho acima do ideal. Efeitos atrasados – incluem abstinência sub-aguda com
sintomas como incapacidade para descansar, agitação, irritabilidade, e pobre
socialização que pode persistir durante 4 ou 6 meses.
Síndrome de morte súbita infantil – há uma associação entre a morte
súbita infantil e a exposição a opiáceos, sendo mais forte que a associação
entre esta e a exposição à cocaína.
Efeitos no comportamento materno – falta de cuidado pré natal, nutrição
pobre, problemas medicamentosos e abuso de outras drogas. Pode causar desinibição
sexual, aumentando o risco de transmissão do vírus HIV, seja por ato sexual,
seja por partilha de agulhas. Efeitos na nutrição – nutrição pobre, deficiência em
vitaminas, anemia por deficiência de ferro, anemia por deficiência de ácido
fólico. Doenças sexualmente transmissíveis – forma de vida
materna pode predispor a criança para a sífilis, gonorreia, hepatite b e infecção
HIV. Nenhum efeito – é importante perceber que muitas crianças
não mostrarão efeitos adversos da exposição à heroína. Em resumo, podemos resumir os efeitos da heroína em efeitos depressivos
e estimulantes:
Efeitos Depressivos - supressão da dor, analgesia
Sonolência e redução do estado de alerta, sedação
Depressão respiratória e aumento de pressão intracraniana
Redução das exigências de oxigénio do miocárdio
Supressão da tosse, anti-tussico
Redução dos movimentos peristálticos
Inibição do fluido e da acumulação de eletrólitos no lúmen intestinal
Redução da secreção de ácido gástrico
Inibição do centro emético
Pequena redução da temperatura corporal
Redução da libertação de hormona lutienizante (LH) e hormona foliculo-estimulantes
(FSH)
Efeitos Estimulantes- euforia
Constrição das pupilas, miose
Estimulação da zona quimioreceptora
Aumento do tonus do musculo liso intestinal
Aumento do tonus do esfíncter de Oddi, aumento da pressão biliar
Aumento do tonus do musculo detrusor
Aumento do tonus do esfíncter vesical
Aumento da libertação de prolactina e hormona antidiurética
Proconvulsionante em overdoses
Farmacologia > Efeitos
Efeitos a curto prazo da heroína
Efeitos a longo prazo da heroína
Euforia
Dependência
Depressão respiratória
Doenças infecciosas
como hepatite B e C; VIH/SIDA
Turvação mental
Colapso venoso
Náuseas e vómitos
Infecções bacterianas
Supressão da dor
Abcessos
Abortos espontâneos
Infecção do endocárdio e das válvulas do coração
Artrites e outros problemas reumatológicos
Sistema
Nervoso Central (SNC):
Os efeitos observados são analgesia, sonolência, alterações de
humor, confusão mental.
Um aspecto importante da analgesia destes opiáceos é que ocorre
sem perda de consciência.
Quando administrada a uma pessoa com dor, a dor desaparece ou
fica menos intensa, as extremidades parecem ficar pesadas e o corpo quente, a
cara e especialmente o nariz podem originar comichão, e a boca fica seca. Para o
alívio da angústia, algumas pessoas sentem euforia. Em casos extraordinários em
que pode ser útil, poderá induzir o sono.
Quando administrada a alguém sem dor, nem sempre os resultados
são agradáveis. Por vezes pode ocorrer disforia em vez da euforia, resultando
numa leve ansiedade ou medo.
Frequentemente ocorre náuseas e ocasionalmente vómitos. A
turvação mental caracteriza-se pela sonolência e dificuldade de concentração,
apatia, redução da capacidade física, redução da capacidade visual e letargia.
Em voluntários pós-viciados, a turvação mental é menos evidente,
mas a euforia é mais marcada.
Com aumento das doses, verifica-se uma potenciação dos efeitos
acima verificados, como a sonolência que leva ao sono, náusea e vómito, e ainda
a depressão respiratória, o maior problema dos opióides. Neste caso, o facto da
heroína ser mais lipofilica que a morfina, faz com que se deva ter muitas mais
precauções com o seu uso, visto que passa mais facilmente a barreira
hemato-encefálica.
Analgésica – é relativamente selectiva. Com doses terapêuticos, o
estimulo doloroso poderá ser reconhecido mas não ser percebido como doloroso.
Neste casos, o dor não é tratada mas há aumento de uma sensação confortável.
Embora alguns tipos de dor que não reajam à terapêutica com doses seguras, é
significante o facto da maior parte das dores responder a esse tipo de dose.
Doses moderadas de droga são bastante eficientes para aliviar a dor clínica e
aumentar a capacidade de tolerara dor experimentalmente induzida e isto parece
indicar que a droga actua elevando o limiar de percepção da dor. No entanto, os
opióides nem alteram o limiar de percepção da dor, nem alteram a capacidade de
resposta das extremidades nervosas ao estimulo doloroso; nem mesmo enfraquece a
condução do impulso nervoso ao longo dos nervos periféricos. É difícil dizer ao
certo os locais responsáveis pelos efeitos dos opióides. Ao nível da corda
espinal, os reflexos nociceptivos são deprimidos pela heroína com doses que são
relativamente pouco efectivas no reflexo patelar, e existem provavelmente locais
múltiplos a nível cerebral envolvidos na percepção da dor e na modulação dos
reflexos nociceptivos.
Hipotálamo - A nível hipotalamico e dos efeitos endócrinos
centrais induzidos, a heroína causa abaixamento da resposta do hipotálamo ao
estimulo aferente, mas não altera a sua resposta ao estimulo directo. No Homem,
baixa ligeiramente a temperatura corporal depois de uma dose terapêutica mas
parece aumentá-la com dosagens crónicas elevadas.
Causa uma libertação da hormona antidiurética (ADH) e como tal
uma diminuição da diurese. Este efeito é mediado pelo hipotálamo e pode ser
produzido com uma injecção de morfina no núcleo supraoptico, o que mostra mais
uma vez que os efeitos da heroína se devem à sua biotransformação em morfina, a
nível central.
Poderá ainda inibir a resposta adrenocortical ao stress e aos
padrões de libertação a corticotropina diurna.
Pode também suprimir a libertação de hormona foliculo-estimulante
(FSH), hormona luteinizante (LH) e tirotropina (TSH). A hormona de crescimento
não é alterada marcadamente.
Com doses terapêuticas, pode ainda ocorrer ligeira hiperglicémia,
devido ao efeito em receptores discretos em zonas distintas dos locais centrais
responsáveis pela hiperglicémia induzida pela adrenalina.
Electroencefalografia (EEG) – uma única dose pode causar aumento
da voltagem e abaixamento da frequência, como ocorre no sono natural ou com
doses muito baixas de barbitúricos. Em ex-dependentes, uma única dose pode
suprimir o sono REM (“rapid-eye-movement”)
Pupila – ocorre miose, constrição da pupila. O mecanismo exacto
não está explicado mas é primariamente devido ao efeito central da sua acção no
núcleo de “Edinger-westphal” do nervo oculomotor, mais do que pelo efeito no
esfíncter pupilar em si.
Respiração – a morfina e seus derivados como a heroína são
depressores primários e contínuos, pelo menos em parte em virtude dos efeitos
directos nos centros respiratórios cerebrais. A depressão respiratória é
perceptível mesmo com doses muito pequenas para produzir sono ou afectar a
consciência. A morte advém quase sempre da paragem respiratória causada pelo
aumento da dose. Há que ter muito cuidado na administração destes agentes em
pessoas com complicações respiratórias.
O mecanismo da depressão respiratória pela heroína envolve a
redução da sensibilidade dos centros respiratórios centrais ao aumento da tensão
de dióxido de carbono. Também deprime os centros medulares envolvidos na
regulação da ritmicidade respiratória e sensibilidade dos centros respiratórios
medulares ao estimulo eléctrico. Embora a heroína também deprima o acto reflexo
da tosse pelo efeito directo no centro medular da tosse, não tem nenhuma relação
obrigatória com a depressão respiratória.
Náuseas e efeito emético – Náuseas e vómitos são efeitos laterais
desagradáveis causados pela estimulação directa na zona quimioreceptora para a
emese, na área postrema da medula. Além deste efeito, causa ainda a depressão do
centro do vómito, impedindo de certa forma a actividade posterior de outros
eméticos.
Sistema
cardiovascular:
Em indivíduos deitados, doses terapêuticas de heroína não têm
efeito maior na pressão sanguínea, ritmo ou frequência cardíaca. Mudanças
verificadas são geralmente secundárias ao sono ou actividade física reduzida. O
centro vasomotor é pouco afectado por doses que causem uma obvia depressão
respiratória. Mesmo com doses tóxicas, a pressão sanguínea é geralmente mantida
até relativamente tarde no decurso da intoxicação e cai amplamente como
resultado de hipoxia. A respiração artificial ou administração de oxigénio
poderá causar um aumento da pressão sanguínea, embora haja depressão medular. A
heroína reduz a capacidade do sistema cardiovascular para responder a mudanças
gravitacionais e, como tal, quando os indivíduos assumem a posição de cabeça
para cima, pode ocorrer hipotensão ortostática e desmaio, primariamente devido a
vasodilatação periférica, que não parece resultar de efeitos mediados
centralmente. Esta pode resultar da libertação de histamina que tem grande
importância na indução de hipotensão pelos opióides. No entanto, não será o
único mecanismo, já que hipotensão resultante dos opióides é apenas parcialmente
bloqueada por anti-histamínicos. A depressão directa do centro vasomotor não é
um efeito eminente destes narcóticos embora possa estar presente mas disfarçada
pela acção estimulante da acumulação de CO2.
Os efeitos no miocárdio de um Homem normal não é significante. A
frequência cardíaca ou não se altera, ou aumenta ligeiramente, e não tem nenhum
efeito consistente na potência cardíaca.
Em pacientes com enfarte agudo do miocárdio, a resposta
cardiovascular à heroína pode ser mais variável que em pessoas normais e a
magnitude das alterações podem ser mais pronunciadas.
Estas drogas devem ser usadas com precaução em pacientes com
redução do volume sanguíneo já que têm a tendência para causar hipotensão.
A circulação cerebral não é directamente afectada por doses
terapêuticas, no entanto, a depressão respiratória e a retenção de CO2
resulta na vasodilatação e no aumento da pressão do fluido cérebro-espinal.
Tracto
gastrointestinal:
Os efeitos observados da heroína no tracto gastrointestinal varia
largamente, dependendo da espécie, dose e técnica experimental.
Estômago – Há uma redução da secreção de ácido clorídrico,
juntamente com uma redução da motilidade associada a um aumento da tensão da
primeira parte do duodeno que atrasa a passagem do conteúdo gástrico. Esta
constitui a base da obstipação causada pelos opióides.
Intestino delgado – Ambas as secreções biliares e pancreáticas
são diminuídas e a digestão é atrasada. Há um aumento no tónus de descanso e
espasmos periódicos são verificados. As contracções rítmicas propulsivas são
marcadamente reduzidas, sendo o duodeno mais afectado que o Íleo. A agua é mais
eficientemente absorvida do quimo devido à retardação da passagem do conteúdo
intestinal, assim a viscosidade do quimo é aumentada. O tonus da válvula
ileocecal é realçada. Esta acção da droga sobre o intestino delgado constitui
um quarto do efeito total da obstipação causada por opióides.
Cólon – As ondas peristálticas propulsivas são diminuídas ou
abolidas, e o tonus aumento ao ponto de entrar em espasmo. O atraso da passagens
das fezes resultante leva a uma dessacação. A amplitude das contracções não
propulsivas do cólon são também evidenciadas. O tonus do esfíncter anal é também
grandemente aumentado. Esta acção sobre o cólon constitui também um quarto do
efeito total da obstipação. De acordo com testes efectuados, nem a administração
de bloqueadores ganglionares, nem a remoção da inervação intrínseca do intestino
evita a acção destes opióides; o seu mecanismo parece resultar da acção sobre a
rede nervosa da parede intestinal; e a acção espasmogénica envolve a libertação
local de serotonina (5-HT).
Tracto
biliar:
A heroína causa um marcado aumento na pressão do tracto biliar.
Isto pode causar uma exacerbação da dor ao invés do seu alivio.
Outros
músculos lisos:
Uréter e Bexiga – Há um aumento do tonus e da amplitude das
contracções do uréter, especialmente do ultimo terço. Perante os efeitos
antidiuréticos do opióides, o nível urinário baixa e o uréter torna-se inactivo.
O tonus do musculo detrusor da bexiga é aumentado, podendo causar uma emergência
urinária; o tonus do esfíncter vesical é ainda realçado, podendo dificultar a
micção.
Útero – Em animais, altas doses de droga prolonga o trabalho de
parto, aumenta o nível de contaminação nas passagens respiratórias do feto e
aumenta a mortalidade neonatal. Nas mulheres, estudos mostram que o trabalho de
parto é de certa forma prolongado. O mecanismo envolvido não é claro. Para doses
analgésicas, não há alteração significativa da contracção do útero, mas se o
útero estiver hiperactivo por indutores de parto, a morfina e seus substitutos
como a heroína tendem e restabelecer o tonus, a frequência e a amplitude das
contracções aos níveis normais.
Musculatura brônquica – Embora altas doses de heroína possam
causar constrição dos brônquios, doses terapêuticas raramente têm tal efeito. O
efeito broncoconstritor destes opióides são devidos a uma libertação de
histamina. Esta broncoconstrição associada a casos de asma têm grande
importância pelos riscos de asfixia que lhe são associados.
Pele:
Doses
terapêuticas levam a uma dilatação dos vasos sanguíneos cutâneos. A pele da
face, pescoço e tórax superior fica frequentemente ruborizada e quente, em
parte, devido a libertação de histamina e pode ser responsável por prurido e
suores. A histamina é provavelmente responsável pela urticária que ocorre no
local de injecção.
Efeitos
Imunológicos:
A heroína está associada a um aumento da susceptibilidade tanto a
antigénios bacteriais e virais e está claro que os opióides conseguem suprimir
respostas imunes. O que não está claro é se esta acção é um efeito directo da
droga sobre células imunológicas ou um efeito indirecto resultante de um aumento
induzido pela droga dos corticosteróides na circulação. Pela avaliação da
imunocompetência de dependentes da heroína, verificou-se que há um decréscimo na
capacidade total das células T, nessa avaliação, o tratamento com naloxona
revertia este efeito, sugerindo a função de um receptor opióide para a supressão
imunológica. Outros efeitos como a redução do numero de leucócitos, redução do
soro C3 e outros, não são mediados por nenhum receptor em particular, mas
resultam de um aumento de corticosteróides em circulação. Foi ainda descoberto
que estes opióides induzem a supressão da fagocitose macrofágica e produção de
citocina. Através do uso de um antagonista glucocorticóide (RU-486) foi
demonstrado que enquanto a supressão macrofágica hepática pode ser mediada em
parte por um receptor, a inibição macrofágica esplénica é completamente
independente de receptor.
Efeitos na
Gravidez:
Nascimentos com baixo peso – deve-se a uma retardação do
crescimento intra uterino. Pode ser também devido a uma prematuridade. De outro
modo, resulta de um atraso no crescimento do corpo e da cabeça.
Síndrome de abstinência neonatal – ocorre em 60-80% dos
recém-nascidos que foram expostos a heroína. Acontece geralmente dentro de 72 h
após o nascimento com possível morte se for severo ou não tratado. A nível
central, os efeitos incluem irritabilidade, hipertonia, hiperrreflexia, nutrição
pobre. Efeitos gastrointestinais incluem diarreia e vómitos. A nível
respiratório temos taquipneia, hiperpneia, e alcalose respiratória. Efeitos
autónomos incluem espirros, bocejos, lacrimação, suor e hiperpirexia. Se a
criança for hipermetabólica a perda de peso posnatal pode ser excessiva e o
subsequente ganho acima do ideal.
Efeitos atrasados – incluem abstinência sub-aguda com sintomas
como incapacidade para descansar, agitação, irritabilidade, e pobre socialização
que pode persistir durante 4 ou 6 meses.
Síndrome de morte súbita infantil – há uma associação entre a
morte súbita infantil e a exposição a opiáceos, sendo mais forte que a
associação entre esta e a exposição à cocaína.
Efeitos no comportamento materno – falta de cuidado pré natal,
nutrição pobre, problemas medicamentosos e abuso de outras drogas. Pode causar
desinibição sexual, aumentando o risco de transmissão do vírus HIV, seja por
acto sexual, seja por partilha de agulhas.
Efeitos na nutrição – nutrição pobre, deficiência em vitaminas,
anemia por deficiência de ferro, anemia por deficiência de ácido fólico.
Doenças sexualmente transmissíveis – forma de vida materna pode
predispor a criança para a sífilis, gonorreia, hepatite b e infecção HIV.
Nenhum efeito – é importante perceber que muitas crianças não
mostrarão efeitos adversos da exposição à heroína.
Em resumo, podemos resumir os efeitos da heroína em efeitos
depressivos e estimulantes:
Efeitos Depressivos
Efeitos Estimulantes
- supressão da
dor, analgesia
- sonolência e
redução do estado de alerta, sedação
- depressão
respiratória e aumento de pressão intracraniana
- redução das
exigências de oxigénio do miocárdio
- supressão da
tosse, anti-tussico
-redução dos
movimentos peristálticos
- inibição do
fluido e da acumulação de electrólitos no lúmen intestinal
- redução da
secreção de ácido gástrico
- inibição do
centro emético
- pequena redução
da temperatura corporal
- redução da
libertação de hormona lutienizante (LH) e hormona
foliculo-estimulantes (FSH)
- euforia
- constrição das
pupilas, miose
- estimulação da
zona quimioreceptora
- aumento do tonus
do musculo liso intestinal
- aumento do tonus
do esfíncter de Oddi, aumento da pressão biliar
- aumento do tonus
do musculo detrusor
- aumento do tonus
do esfíncter vesical
- aumento da
libertação de prolactina e hormona antidiurética